Vem Comigo – Karma Brown

Sabe quando um título casa perfeitamente com uma história e faz todo o sentido durante toda a leitura?! Pois é, Vem Comigo é perfeito para ilustrar a sensação que temos durante todo o desenrolar da trama, você literalmente adentra nela e acompanha Tegan em sua triste e inspiradora história.

Eu sempre falo nas minhas resenhas a frase “quem me conhece sabe”, mas hoje essa frase é perfeita para expressar quando eu digo “quem me conhece vai me ver na história de Tegan, vai saber o que eu senti durante a minha história de perda, vai talvez entender o que é a dor de perder um filho, ainda mais quando ele é arrancado de você sem aviso prévio, sem anestesia”. Certo que nunca estamos preparados para perder um ente querido, nada nos prepara para as sensações ou nos qualifica para deduzir o que o outro está sentindo. Nem mesmo quem sente é capaz de descrever.

Primeiro gostaria que você parasse a leitura dessa resenha e lesse esse texto que escrevi para meu filho Mateus: Um amor para sempre! 

Por favor, leia. Depois retorne e continue a leitura, certeza que você vai entender um pouco do que eu senti lendo Vem Comigo.

Pronto, agora vamos à resenha.

Tegan é uma mulher que tinha uma vida feliz, um marido apaixonado e em breve um filho para aninhar nos braços. Mas nem tudo que planejamos segue o roteiro certo, e sua vida muda drasticamente quando um acidente tira do alcance de suas mãos o futuro, a esperança e a luz de sua vida: seu filho. Daí para frente vivenciamos junto de Tegan todas as etapas do luto: a negação, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação. Porém, apenas quem sente na pele a dor da morte de uma pessoa que se ama é capaz de entender que nem todas as etapas do luto são iguais para todas as pessoas.

Eu, por exemplo, nunca cheguei à aceitação. Nenhuma mãe que carregou um filho na barriga aceita que esse ser tão amado morra, não é certo, não é justo. Nenhuma mãe deve enterrar um filho, por isso a aceitação passa a ser algo inconcebível. Eu digo que o tempo não ameniza a dor, faz apenas com que a gente aprenda a conviver com a ausência. A dor permanece num cantinho secreto da alma e sempre volta, e dói como se a morte tivesse acontecido há poucas horas. Eu sei, eu entendo, eu sinto.

Nada me preparou para reviver junto de Tegan a minha dor, e por isso Vem Comigo merece um lugar no meu coração. Karma Brown foi de uma sensibilidade única e de forma tão delicada nos brinda com uma história sofrida, doída e com um final que me dilacerou, me fez chorar e chorar.

Acredito que esse não seja um livro para todo tipo de leitor, eu já me sentia pronta para ler algo assim, até porque já se passaram 25 anos. Porém, posso afirmar que eu sofri tudo novamente. Relembrei cada toque, cada sensação boa, assim como também a dor, a ausência, a falta, a sensação de não estar bem e ter que mentir para não preocupar as pessoas.

Leia Vem Comigo e sinta todas as emoções, sensações e os sentimentos de uma mulher que viveu intensamente seu luto. Tegan me fez pensar e repensar na vida e me deixou boas lições, lições para não esquecer.

Super recomendo, uma leitura inesquecível!

Tegan Lawson tem tudo o que poderia querer da vida, incluindo Gabe, seu marido amoroso, e um bebê a caminho. Mas um acidente deixa a vida de Tegan tão devastada como o carro do qual ela foi resgatada.
Entre a perda do bebê e a raiva incontrolável por Gabe, que estava dirigindo naquela noite, Tegan está afundando em tristeza. E, quando ela pensa que chegou ao fundo do poço, Gabe a lembra do ''pote dos desejos'', uma coleção das viagens e experiências dos sonhos do casal. E assim se inicia a aventura.
Dos tumultuados mercados da Tailândia até os sabores da Itália e as ondas do Havaí, Tegan e Gabe embarcam em uma jornada para escapar da tragédia e encontrar o perdão. Mas, quando as coisas tomam um rumo chocante no Havaí, Tegan é forçada a encarar a verdade - e a decidir se a vida ainda vale a pena, mesmo que não seja exatamente como ela sonhou.
Comovente e cheio de amor e esperança, Vem comigo é um livro inesquecível e uma celebração da força do espírito humano.

10 comentários:

  1. ola
    meu Deus !!como foi dificil retornar a resenha depois de ler o seu testemunho de vida !!
    tambem passei por isso
    no Natal de 1997 gravida de 6 meses tive uma forte infecao urinatia e como consequencia tive um parto prematuro
    meu bebe nasceu num dia e morreu no outro So o tive poucos minutos em meus braços Foi poucos minutos mas que tem a dimencao de uma eternidade
    mas e preciso enxugar as lagrimas
    meus outros filhos estáo aqui precisando do meu sorriso e meu filhindo anjo estâra sempre
    comigo guardadinho no coraçao
    bjs

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    1. Sinto muito pela sua perda, Eliane. Sei o que é isso.
      Pelo menos temos a honra de dizer que temos filhos anjos que nos guardam um dia no céu.
      Beijo enorme!

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    2. bom dia
      tambem sinto muito pela sua perda
      Desejo a voce e sua familia um feliz e abencoado Natal cheio de paz e alegria !!

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    3. Um feliz natal para você e os seus.
      Beijos!

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  2. Puxa...não tem como escrever nada depois que se lê a carta que você deixou com tanto amor e saudade para o seu Mateus.
    Acredito que só tenha a dimensão dessa dor, quem a sentiu. Ao contrário, apenas somos solidários à dor,mas sem entender direito esse amor que vai além de tudo que já foi escrito, falado, sentido.
    Uma relação mãe/filho é uma corrente que ninguém quebra. Fato.
    Como eu não sabia disso tudo, mesmo se passando tantos anos, fica aqui o meu abraço de carinho, apenas sinta!
    E quanto ao livro, se já o queria, agora quero mais ainda(impossível falar dele hoje)
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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    1. Obrigada pelo carinho, Angela. "Hoje me sinto mais forte mais feliz quem sabe..."
      Leia o livro e depois volte para me contar.
      Beijos mil

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  3. Olá! UAU, acho que essas três letrinhas continuam definindo muito bem como me sinto ao ler resenhas desse livro (que eu estou louca para ler), que parece ser extremamente intenso, daqueles que vão acabar de vez com nosso emocional, é impossível mensurar a dor que a Tegan está sentindo, espero poder ler o livro em breve e descobrir como os personagens conseguirão (Se isso é possível) superar suas perdas. E não posso deixar de comentar também do seu texto lindo (e para lá de emocionante), simplesmente de arrepiar, definitivamente não posso imaginar o quanto foi difícil para você, e infelizmente, para tantas outras pessoas, mas são leituras assim que, na minha opinião, acabam por ajudar aqueles que estão na mesma situação, ou até mesmo aquelas pessoas que vivem reclamando de tudo, mas se quer imaginam como é de fato sentir uma dor dessas! Parabéns pelas belas palavras e por compartilha-lá conosco.

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    1. Obrigada Elizete. Acredito, assim como você, que histórias assim só acrescentam.
      Beijo enorme!

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  4. Leninha!
    Perder um filho é uma dor incomensurável e imagino que reviver esses momentos de dor ao ler o livro, deve ter sido triste... Perdi um filho com quase seis meses de gravidez e foi tanta dor que até hoje choro e me angustio, ainda mais por nunca mais poder ter engravidado novamente... Só quem passou por um momento desses é que sabe...
    Sem palavras para comentar sobre o livro...
    Força e fé!
    cheirinhos
    Rudy

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    1. Sinto muito pela sua perda, Rudy. Fica o meu abraço.
      Acredito que a leitura desse livro irá re avivar as dores, mas também lhe fará pensar na vida com outros olhos.
      Beijos mil

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