Por toda a Eternidade - Kristin Hannah

Tully Hart é uma mulher ambiciosa, movida por grandes sonhos que, na verdade, escondem as lembranças de um passado de abandono e dor. Ela acredita que pode superar qualquer coisa ao esconder bem fundo os sentimentos de rejeição que carrega desde a infância... Até que algo terrível e inesperado acontece. Então, tudo começa a mudar para Tully, que se vê escorregando em um precipício cheio de memórias melancólicas e remédios para dormir...
Dorothy Hart — ou Nuvem, como era conhecida nos anos 1970 — está no centro do trágico passado de Tully. Ela abandonou a filha repetidas vezes na infância. Até que as duas se separaram de uma vez por todas. Aos dezesseis anos, Marah Ryan ficou devastada por uma tragédia e embora seu pai e seus irmãos se esforcem para manter a família unida, Marah transformou-se numa adolescente rebelde e inacessível em sua dor. Tully tenta aproximar-se de Marah, mas sua incapacidade para lidar com os sentimentos da afilhada acaba empurrando a menina para um relacionamento infeliz com um rapaz problemático. A vida dessas mulheres está intimamente ligada, e a maneira como elas vão rever seus erros e acertos constrói um romance comovente sobre o amor, a maternidade, as perdas e o novo começo. Onde há amor, há perdão...
(Sinopse modificada para suprimir spoilers)

Hannah, Kristin. Por Toda a Eternidade. São Paulo: Editora Novo Conceito, 2014. 400p. Série: Firefly Lane. Livro 2. Título original: Fly away.  

Acabo de passar por uma overdose de Kristin Hannah, meu coração ainda precisa se acalmar, vivenciei momentos dilacerantes, tocantes, que me levaram das lágrimas ao riso em fração de segundos, mas preciso confessar, amei cada momento.

Não posso revelar muito sobre o enredo desse livro, nem quero falar sobre Tully e da maneira que ela encontrou para fugir da dor, nem de Marah e suas revoltas, muito menos de Johnny e sua inércia, tampouco de Dorothy, sua trajetória e segredos na vida. Quero deixar claro que Por Toda a Eternidade me fez passar por todas as fases do luto, da dor a conformação, da fuga a aceitação.

Temos aqui um livro que me esmoreceu (e eu adoro isso), foram momentos tão intensos de sofrimento que cheguei a parar a leitura e ficar pensando se eu teria um desfecho coerente ou que me tirasse do torpor do luto. Mas graças à escrita primorosa da autora eis que estou aqui, totalmente apaixonada, para novamente recomendar a leitura desse super drama.

Kristin Hannah consegue passar fielmente a aflição que se sente quando se perde um ente querido, está tudo impregnado nos sentimentos dos seus personagens. Não tem como não perceber o quanto a dor está presente neles e na maneira como cada um lida com isso. O leitor se torna aliado e cúmplice dos protagonistas e percebe-se totalmente incapaz de fazer alguma coisa, porque sentimos que cada ato é coerente com a dor que cada um sente naquele momento, não tem como não se envolver.

Mais uma vez tive vontade de esganar alguns dos personagens ao mesmo tempo em que a vontade de abraçar e dar conforto a eles se fez presente. Amar não deveria doer tanto quando o ser amado se faz ausente.

É tocante o quanto dá para sentir tudo que cada personagem da trama está passando, e apesar de não concordar com algumas de suas atitudes, sei que nem todos são fortes o bastante para suportar a dor da perda. Quem já sentiu na pele a falta que um ente querido faz vai entender as ações falhas dos protagonistas dessa trama tão bem descrita.

O livro fala de dor, tristeza, saudade, mas acima de tudo fala de reencontros, descobertas e da amizade que une as pessoas. Uma família dilacerada que vai aos poucos remendando suas vidas sem o pedaço importante que unia todas elas. TullyeKate ainda estão impregnadas em cada página do livro e no desenrolar de toda a trama.

E mais uma vez saliento e recomendo que se faça a leitura do livro anterior da duologia, Amigas para sempre, só assim você sentirá e conseguirá entender o quanto Kate foi importante na vida dos personagens de Por toda a Eternidade, e o porquê de tanto consumismo depois de sua partida. Não existe amizade sem dor seja ela de que maneira for.

Uma leitura que me levou ao auge da dor e ao mesmo tempo me rendeu momentos de encontro comigo mesma, de alegrias, tristezas e saudades há tempos escondidas. Uma história que leva você a momentos de reflexão, e que com certeza ao seu final, irá acalentar a todos.
E cá estou eu ao término de mais uma leitura de Kristin Hannah aos suspiros, abraçada ao livro e dizendo: Que lindo!
Super recomendo a leitura.

4 comentários:

  1. Oi Leninha, este livro mexe mesmo com nossas emoções. Quando a Tully ficou internada, lembrei do meu pai. Derramei muitas lágrimas e no final ainda fiquei algum tempo com o livro no pensamento.
    Bjs, Rose

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    Respostas
    1. É difícil esquecer a história realmente. É muita emoção e fatos acontecendo ao mesmo tempo, não tem como não se envolver.
      Bjs Rose!

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  2. Achei bem interessante, fiquei com vontade de ler o livro, mas não parece ser uma leitura para quando não está preparada para chorar muito, né? hehehe

    Também gosto de me emocionar lendo. Acredito que bons livros são aqueles que nós causam fortes emoções, portanto, muitas lágrimas sempre são causadas por uma boa estória.

    Beijos!!!
    caminhocultural.com

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    Respostas
    1. Jana querida!
      Kristin Hannah tem o poder de te preparar para as lágrimas, mas nem esquenta, ela as enxuga ao término da leitura, rs
      Beijokas!

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