As Coisas Belas e Preciosas – Rebecca Yarros


Sabe aquela autora que você começa a ler já sabendo que vai mexer com suas emoções? Pois é, Rebecca Yarros já conquistou esse lugarzinho especial entre as minhas autoras preferidas.

Depois de ler A Última Carta e ficar completamente destruída emocionalmente, passei a colecionar os livros da autora e decidi que quero ler tudo o que publicarem dela. Afinal, se tem uma coisa que Rebecca sabe fazer muito bem é contar histórias que nos envolvem, nos emocionam e nos deixam pensando nos personagens mesmo depois de fechar o livro.

As Coisas Belas e Preciosas é o segundo livro que leio da autora e, olha, dessa vez consegui chegar ao final sem me acabar de tanto chorar. Já considero uma vitória, viu? Mas não pensem que isso significa que a leitura não mexeu comigo. Rebecca continua tendo aquele dom de nos fazer sentir parte da história, como se estivéssemos ali, acompanhando tudo de pertinho.

Sem entrar em detalhes que possam estragar a experiência de quem ainda vai ler, posso dizer que esta é uma história sobre sentimentos, escolhas, relações e as marcas que determinadas situações deixam em nossas vidas. Ao longo da narrativa, vamos conhecendo personagens que carregam suas próprias dores, dúvidas e conflitos, enquanto acompanhamos os caminhos que a vida coloca diante deles.

E é justamente aí que Rebecca Yarros me ganha. Ela consegue nos aproximar dos personagens de um jeito que, em alguns momentos, somos meros observadores, acompanhando os acontecimentos; em outros, nos sentimos quase escritores, com uma vontade enorme de entrar na história, mudar uma decisão aqui, evitar uma situação ali e dar uns conselhos que ninguém pediu. Quem nunca quis atravessar as páginas de um livro para tentar resolver a vida dos personagens, não é mesmo?

Confesso que achei As Coisas Belas e Preciosas um pouco mais lento e menos envolvente do que eu esperava. Em alguns momentos, senti falta daquele ritmo que me faz querer devorar as páginas sem perceber o tempo passar. Ainda assim, gostei bastante da leitura e de poder conhecer mais uma história dessa autora que já ganhou minha confiança literária.

E tem uma coisa que admiro muito na escrita de Rebecca: ela sabe nos manter presos às páginas porque cria uma conexão com a história e seus personagens. A gente se envolve, cria expectativas, tenta imaginar o que vem pela frente e, quando pensa que entendeu tudo, ela pode simplesmente virar o jogo.

Se tem algo que já aprendi lendo essa autora é que não dá para confiar demais nas nossas previsões. Seus Plot Twists são daqueles que nos deixam de boca aberta e, dependendo do momento, quase quebram o leitor emocionalmente. A mulher sabe brincar com os nossos sentimentos!

E, claro, terminei a leitura já pensando no próximo livro. Inclusive, o lançamento mais recente da autora já está aqui na minha estante, esperando sua vez. Porque, depois que a gente entra nesse universo, fica difícil não querer conhecer todas as histórias que ela tem para contar.

Vale a pena ler? Com certeza!  

Mesmo tendo achado esta leitura um pouco mais lenta, amei conhecer mais uma obra de Rebecca Yarros e saio dela com ainda mais vontade de continuar explorando suas histórias.

A autora já faz parte, oficialmente, do rol das minhas autoras preferidas, e gosto demais dessa capacidade que ela tem de me envolver em suas histórias, despertar sentimentos e apresentar aqueles Plot Twists que quase acabam com o nosso coração.

Se você gosta de histórias que mexem com as emoções, personagens que parecem ganhar vida e narrativas capazes de surpreender, vale a pena dar uma chance a As Coisas Belas e Preciosas.


Como é possível encontrar sua identidade quando todos os outros já decidiram quem você é?
Desde criança, Cam Daniels carrega o rótulo de rebelde na cidadezinha onde mora, o típico garoto problemático e subversivo que todo mundo adora odiar. Quando ele retorna da guerra sem o irmão mais novo, porém, sua má fama ganha contornos verdadeiramente trágicos. Todos o culpam, inclusive o próprio pai. Cam resolve partir para seguir carreira militar, jurando a si mesmo nunca olhar para trás. Anos depois, porém, uma mensagem desesperada o obriga a encarar a realidade: a família precisa dele e está na hora de voltar para casa. Só que isso também significa reencontrar Willow Bradley, a única mulher no mundo que tem seu coração nas mãos... e a única que jamais poderá ser sua. Conforme o passado vem à tona, fica cada vez mais claro que, sob as fofocas e aparências daquela cidadezinha, há segredos profundamente enterrados. E, diante deles, surge a inevitável pergunta: até onde somos capazes de ir por todas as coisas belas e preciosas que amamos?



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