Quando uma decisão muda uma vida. No novo livro de Carla Madeira acompanhamos um drama familiar que atravessa o tempo. Viridiana, mãe. Margarida, Valquíria e Tito, filhos. Francisco, neto. E tudo que está ao redor.
Quando uma escolha leva a caminhos imprecisos. Um acontecimento trágico que rasga o amor, dilui o afeto, rega o rancor. A denúncia maternal experimenta o afastamento. O afastamento alimenta o que nem o tempo é capaz de apagar.
Quando a espera vira angústia. A potência autoral que traz como espinha dorsal narrativa um enredo que passeia pelas décadas, em movimentos temporais interessantíssimos demarcados por horas, dias, meses, anos. Capítulos curtos, mas imensamente profundos.
Quando tudo se cristaliza no instante. Mais uma vez, a experimentação da prosa de Carla Madeira se dá no incômodo: no despertar de questões que vão da sexualidade à violência matrimonial; da paternidade abusiva ao preconceito; dos silêncios ao que, de fato, é dito no calor do ato.
Quando não há meios de reparar um erro. E o livro também é sobre erros. Sobretudo sobre os erros. Que cometemos. Que são cometidos quase inconscientemente. Que mudam rumos. Que transformam vidas. Que existem - e por existirem, reconfiguram o destino.
Quando.
O próprio título nos deixa em suspenso.
Uma sugestão.
Um palpite.
O melhor do ano - até agora!
Viridiana é a mãe amorosa e atenta de Margarida, Valquíria e Tito. No calor de um acontecimento trágico, será capaz do ato impensado: denunciar o próprio filho à polícia, o que abre um abismo entre eles. Depois de vinte anos sem se verem, quando o tempo parece ter dissolvido todas as possibilidades, Carla Madeira nos colocará diante da extraordinária força dos afetos.













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