Se tem uma coisa que eu posso dizer com certeza é: cada Bienal é uma Bienal diferente. Mesmo quando o lugar é o mesmo, as pessoas mudam, os encontros mudam, as histórias mudam… e a experiência nunca se repete.
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo deste ano foi a minha 10ª Bienal, sendo a 4ª em São Paulo. E, apesar de já ter vivido algumas delas, ainda sinto aquela ansiedade gostosa de quem está prestes a entrar em um lugar onde sabe que vai encontrar muita coisa boa.
E encontra mesmo!
Conhecer novos autores, participar de palestras, descobrir livros, ouvir histórias e, principalmente, falar sobre livros o tempo todo é quase como recarregar as baterias depois de meses vivendo essa paixão principalmente pela internet. Porque, por mais que a gente adore conversar por aqui, nada substitui estar cercada de pessoas que entendem perfeitamente a empolgação quando alguém fala: “Você já leu esse livro?”
Mas, se tem algo que não muda nunca em uma Bienal, são os encontros com os amigos. Gente que vem de vários cantos do Brasil e que, muitas vezes, a gente passa meses vendo apenas pelas redes sociais. De repente, estamos todos juntos, abraçando, conversando, colocando a fofoca em dia, falando de livros e, claro, dando muitas risadas.
E talvez essa seja uma das partes mais especiais da Bienal para mim. Os livros são o motivo, mas as pessoas acabam sendo uma das melhores lembranças.
Claro que nem tudo são flores — ou livros!
O único “pecado” dessa Bienal foram os momentos de chegar e ir embora. O trânsito de São Paulo parece fazer questão de participar do evento também! De metrô, o tempo para chegar acaba sendo menor e mais tranquilo, mas, na volta, acessar o transfer gratuito para as estações foi quase uma missão impossível por causa das filas enormes.
E, para completar o pacote, este ano ainda tivemos chuva e frio, dois ingredientes perfeitos para fazer a gente querer chegar logo ao hotel, tomar um banho quentinho e se enrolar embaixo das cobertas.
Mas isso tudo faz parte da aventura.
E, claro, teve o tradicional saldo da Bienal!
Dessa vez, foram sete livros que vieram para casa: três que ganhei, três que trouxe para mim e um que já teve destino certo, porque foi para presente. Vieram também vários mimos e, infelizmente, menos brindes do que eu gostaria de ter ganhado — porque a gente nunca acha que tem brinde demais, não é mesmo?
Mas, no fim das contas, percebo que a mala que trouxe de volta não carrega nem de longe tudo o que ganhei nessa Bienal.
Porque Bienal do Livro, seja em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em qualquer outro lugar, para mim é um momento único. É viajar, sair da rotina, conhecer lugares e pessoas, viver novas experiências e, principalmente, tomar as rédeas da minha própria vida por alguns dias.
Depender apenas de mim para organizar tudo, me virar, decidir onde ir, o que fazer e como aproveitar cada momento é uma experiência que eu gosto muito de viver. Talvez porque, no meio dessa correria toda, eu também descubra um pouquinho mais de mim.
Voltei cansada? Muito.
Com a mala mais pesada? Sem dúvida!
Com histórias para contar, lembranças, risadas e o coração cheio? Com toda certeza!
E o melhor é que as baterias ainda estão recarregadas. Mas eu já conheço essa história… não demora muito para eu precisar de uma nova dose de livros, encontros, abraços e aquela bagunça deliciosa que só uma Bienal consegue proporcionar.
Então, sim, já estou na expectativa da próxima.
Porque quem vive uma Bienal não volta simplesmente para casa.
Volta esperando pela próxima.














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