Hoje eu quero voltar sozinho é uma história de amor na escola. Dessas bem clichês, cheia das obviedades típicas, mas igualmente linda, autêntica e difícil de esquecer.
Baseada no roteiro original de Daniel Ribeiro, a HQ segue quase que à risca os caminhos do filme, adaptando-o numa roupagem que aprofunda o olhar sobre a vida do adolescente Leo, sua melhor amiga, Gio, e o novo colega de classe, Gabriel.
Os três orbitam universos particulares que colidem com os problemas mais comuns na vida de todo jovem: Gio tentando encontrar seu lugar no mundo enquanto espera que algo extraordinário aconteça; Leo, um adolescente cego, precisando lidar com todas as descobertas em um mundo que parece dizer, a todo momento, que ele não é capaz de fazer muita coisa sozinho; Gabriel tendo que se adaptar a um ambiente escolar totalmente novo.
Os três, juntos, descobrindo sentimentos catastróficos: o primeiro amor, o ciúme, o perdão.
'Hoje eu quero voltar sozinho' foi meu filme favorito na adolescência e ler essa HQ me levou às mesmas sensações de quando, lá atrás, precisei lidar com os dilemas que me faziam, ao mesmo tempo, igual e diferente do resto do mundo. Os medos e inseguranças de assumir os 'riscos' sempre criaram, em mim, um apego afetivo a esses personagens e ao modo como eles pareciam amigos próximos.
Os traços, aqui, evidenciam de forma sensível as características mais marcantes do filme sem deslizar para uma repetição enfadonha. E esse é o maior feito (além de, possivelmente, te apresentar a sua nova banda favorita: Belle & Sebastian).
Sendo o "volume 1", me dá esperança de ver como estão esses personagens depois do último beijo.
Com muita delicadeza, Hoje eu quero voltar sozinho convida os leitores a encarar o primeiro amor e os desafios da adolescência com outros olhos, dez anos depois de sua aclamada estreia no cinema. Leonardo é um adolescente como qualquer outro. Ele gosta de passar o dia na piscina com sua melhor amiga Giovana, não aguenta mais a superproteção da mãe e está bastante ansioso pelo primeiro beijo. Entre ele e seus colegas de escola, só há uma diferença: Leo é cego. A volta às aulas traz também velhos desafios, mas dessa vez tem uma novidade — Gabriel, o aluno novo da escola. Entre risadas, passeios de bicicleta e idas ao cinema, Leo sente que, pela primeira vez, está sendo reconhecido por inteiro, para além de suas limitações. Isso desperta no garoto sentimentos confusos: será que sua atração por Gabriel é mais do que amizade? E como se encaixar nesse mundo que não parece ter sido feito para ele? Nesta história doce e sensível que conquistou milhares de fãs nos cinemas, acompanhamos Leo em busca de seu lugar no mundo — e descobrimos com ele que ser amado nada mais é do que ser visto.













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