Confesso que fazia um bom tempo que eu não lia um livro do Nicholas Sparks e já estava sentindo falta daquela escrita leve, envolvente e que faz a gente virar as páginas quase sem perceber. Em Vestígios, porém, além da marca registrada do Tio Nick, também é impossível não notar a influência de M. Night Shyamalan. O suspense, o clima de mistério e a sensação constante de que existe algo muito errado acontecendo carregam claramente a assinatura do cineasta.
A história acompanha personagens que acabam envolvidos em acontecimentos cada vez mais estranhos e inquietantes. Aos poucos, segredos vêm à tona, fazendo com que o leitor questione tudo o que acredita saber. É aquele tipo de trama que mistura drama, tensão e mistério na medida certa, sem entregar suas cartas logo de cara.
Ou melhor... quase.
Por volta da página 80, comecei a desconfiar de um determinado rumo para a história. Fiz minhas teorias e, para minha surpresa, acertei tanto o grande acontecimento quanto quem estava por trás dele. Não vou dizer absolutamente nada além disso, porque descobrir essas peças faz parte da experiência de leitura e seria uma pena estragar a surpresa de alguém.
Mesmo acertando minhas apostas, isso não diminuiu em nada meu envolvimento com a leitura. Muito pelo contrário. Uma das coisas que mais gosto nos livros do Nicholas Sparks é justamente essa capacidade de prender o leitor em um clima de expectativa constante. A gente sente desde o início que algo desagradável vai acontecer, mas continua lendo para entender quando, como e por quê. Esse mistério permanente sempre foi um dos aspectos que mais me conquistam na escrita dele.
E, desta vez, a parceria com M. Night Shyamalan trouxe um toque ainda mais intenso ao suspense, sem deixar de lado o lado emocional que caracteriza as histórias do Nicholas Sparks. O resultado foi uma combinação que funcionou muito bem para mim.
No fim das contas, Vestígios matou minha saudade da escrita do Tio Nick e ainda me apresentou uma mistura muito bem equilibrada entre drama e suspense. Gostei bastante dessa experiência a quatro mãos e terminei a leitura com a sensação de que a parceria entre os autores deu muito certo.
Se você gosta de histórias que misturam emoção, mistério e aquele clima de tensão que faz a curiosidade falar mais alto, fica aqui a minha recomendação.
Quando o arquiteto Tate aceita viajar até uma cidadezinha distante para projetar a casa de veraneio de seu melhor amigo, a mudança de ares é como a promessa de um recomeço. Após meses enfrentando a depressão e o vazio deixados pela morte da irmã, Tate deseja recuperar o equilíbrio. Mas o destino reserva algo que o tirará completamente do eixo, fazendo-o duvidar de tudo em que acredita. Em um encontro que parece premeditado, Tate conhece Wren, uma jovem com quem tem uma conexão imediata e intensa. Mas logo fica claro que nada nela é o que parece, e há muito que a lógica não dá conta de explicar. Com tantos segredos do passado de Wren vindo à tona, envolver-se vai ficando cada vez mais perigoso… e, no entanto, afastar-se parece impossível. Agora, Tate precisa decidir até onde está disposto a ir para desvendar a verdade – e para descobrir se o amor é poderoso o suficiente para atravessar as fronteiras entre a vida e a morte.













Não adianta né, Nicholas Sparks é Nicholas Sparks. Podem criticar o quanto quiserem, falarem da vida pessoal dele, em matéria de escrita, ele sabe o que faz. Eu preciso muito ler este livro e sentir todas as emoções que você mencionou na resenha.
ResponderExcluirBeijos, Vanessa.
Eu amei, você precisa mesmo ler.
ExcluirE sim Nicholas Sparks É Nicholas Sparks, não tem como ser diferente.
Bjs
Olá! Mas, menina, eu li o título, olhei a capa do livro e confesso que precisei voltar umas 3 vezes no início da resenha, pois venhamos aqui “escrita leve, envolvente” não combina muito com o senhor Sparks e a sua inacreditável capacidade de nos (me) fazer chorar, daí fiquei um tanto quanto confusa, mas pelo visto, estamos sim falando do mesmo “cara” (risos). Ok, brincadeirinha, mas isso se chama trauma, que é o que esse senhor causou em mim com as suas histórias, mas eu reconheço a imensa qualidade do seu trabalho, então sei, mesmo sem nem ler que o livro é sucesso e quem sabe um dia eu não leia e perca todo esse receio.
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