Inclusive... Nós já moramos aqui!
Eve e Charlie compram casas potenciais para venda. Em uma dessas vezes, adquirem uma mansão isolada, fincada no meio do nada e em decadência.
Durante o processo de reforma, numa noite atípica de tempestade, uma família bate à porta. Eles já moraram ali e o pai quer apresentar aos filhos algumas das suas melhores memórias de infância.
Mesmo hesitante, Eve, sozinha, os deixa entrar. E então... tudo muda! Porque, de alguma forma, será muito difícil colocá-los para fora.
A obra passeia entre o thriller e o drama (pouco, mas presente), entregando um livro frenético do começo ao fim, sem espaço para cenários desnecessários.
O que movimenta a narrativa é, sobretudo, a suspensão do real. A todo momento o leitor é levado ao questionamento que angustia a protagonista: o que está acontecendo é real ou fruto de um surto psicótico?
Entrelaçados, os capítulos alternam entre a convencionalidade cronologia, através de um narrador taxativo, e a inserção de documentos, transcrições, escutas e outros recursos (sempre com um código morse ao final de cada intervenção, convocando o leitor a uma leitura ainda mais ativa para descortiná-lo).
A construção dos personagens é precisa; cada um, a seu modo, é autêntico, surpreendente, necessário para o desenrolar do enredo. Os cenários que orbitam a mansão são igualmente únicos para o clima que a história exige, contribuindo para um desenvolvimento ainda mais tenso e pacato.
As cenas gore e de terror absoluto também são certeiras em momentos pontuais; ou seja, nada é gratuito, tudo contribui para o clímax narrativo.
Já conheciam a obra?
Casadas há alguns anos, Charlie e Eve ganham a vida comprando imóveis a preços baixos e os revendendo com lucro após reformá-los. As duas mal podem acreditar na própria sorte quando adquirem uma antiga casa em uma vizinhança pitoresca ― e meio isolada ― no interior do estado do Oregon.Um dia, durante os preparativos para a reforma, alguém bate na porta. Um homem com a esposa e os três filhos, alegando já ter morado ali décadas atrás, pergunta se poderia entrar para mostrar o lar da sua infância para as crianças. Sozinha em casa e incapaz de dizer não, Eve deixa os cinco entrarem.Assim que os estranhos adentram a casa, coisas inexplicáveis começam a acontecer, incluindo o sumiço da filha caçula da família e uma aparição fantasmagórica no porão. Mais estranho ainda é o fato de que aquelas pessoas parecem não perceber que a visita inconveniente e cada vez mais longa já deveria ter terminado faz tempo. E, quando Charlie some de maneira repentina, Eve aos poucos vai perdendo o controle da realidade. Há algo terrivelmente errado com aquela casa e aquela família ― ou será que Eve caiu em uma espiral de loucura?













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