Demorou, mas, finalmente trago hoje (com um pouquinho de atraso) a resenha do segundo livro lido no Projeto: Desencalhando Livros da Estante - 2026, e claro, que eu não poderia ter saído dessa leitura mais satisfeita.
Se tem um tipo de história que fica com a gente depois da última página, Gus, da Kim Holden, com certeza entra nessa lista. Eu comecei a leitura já com aquela sensação de familiaridade, porque lembrava — mesmo que vagamente — do quanto Raio de Sol tinha me destruído emocionalmente. E olha… bastaram algumas páginas de Gus para tudo voltar como um soco cheio de sentimento.
A escrita continua exatamente como eu gosto: leve, fluida e muito envolvente. A narrativa alterna entre Gus e Scout, o que deixa tudo ainda mais intenso, porque a gente não só acompanha a história — a gente sente cada pedacinho dela pelos dois lados. E isso faz toda diferença.
Mas já deixo um aviso de amiga: leia os livros na ordem. Sério. Gus traz muitas lembranças e acontecimentos importantes do primeiro livro, e mesmo que dê para entender a história, a experiência fica muito mais completa (e dolorosamente bonita) quando você já conhece tudo que veio antes.
Sobre a história em si, Gus acompanha um personagem que já carrega uma bagagem emocional enorme. Ele tenta seguir em frente depois de perdas profundas, lidando com um luto que não tem nada de romantizado. Pelo contrário — é cru, dolorido e muito real. É aquele tipo de dor que aparece na saudade, na revolta, na culpa… e que a autora soube retratar com uma sensibilidade absurda.
E é nesse cenário que Scout entra. De um jeito leve, quase como um respiro em meio ao caos, ela vai se conectando com Gus aos poucos. Apesar dela carregar uma bagagem emocional tão pesada quanto a de Gus, o relacionamento entre eles não é apressado, nem forçado — ele acontece no tempo certo, com cuidado, com tropeços e com muita verdade.
O que mais me marcou foi justamente essa forma honesta de mostrar o luto. Não é bonito, não é linear, não é fácil — e o livro não tenta fingir que é. Ele mostra que seguir em frente não significa esquecer, e que amar de novo pode ser tão assustador quanto necessário.
Gus é aquele tipo de leitura que machuca, mas também acolhe. Que faz chorar, mas também deixa o coração quentinho em alguns momentos. E, no fim, te lembra que mesmo depois da dor, ainda existe espaço para recomeços.
Se você gosta de histórias intensas, emocionantes e com personagens que parecem reais demais… pode ir sem medo. Só prepara o coração.
Gus Hawthorne ainda está sofrendo com o luto quando é forçado a voltar a rotina, sem estar preparado nem disposto. Sua banda, Rook, fica mais famosa a cada dia: o primeiro álbum não para de tocar ao redor do mundo e eles tem uma turnê europeia programada. Mas o que ele realmente quer é se esconder. Como ele não pode largar tudo, Gus escolhe amenizar a dor com autodestruição. Bebidas, drogas e sexo viram suas válvulas de escape. Mas isso torna a convivência com a banda insuportável, e a única solução que seu empresário encontra tem nome e sobrenome: Scout MacKenzie. Uma mulher solitária, determinada, organizada e que não se deixa seduzir pela fama. Ela é a candidata perfeita a assistente de Gus. Como era de se esperar, os dois se odeiam desde o começo. Gus vê uma babá inflexível. Scout vê o típico astro de rock mimado. Nenhum dos dois enxerga a bagagem emocional que o outro carrega, até que são obrigados a conviver e uma amizade começa a se formar. Mas será que Gus e Scout vão conseguir superar o passado e encontrar espaço para o amor?













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