A Relíquia - Jessie Rosen


Se tem uma coisa que eu amo no mundo dos livros é quando uma história me surpreende de verdade — daquelas que chegam sem grandes expectativas e, de repente, me envolvem completamente. E foi exatamente essa sensação que tive com A Relíquia, da Jessie Rosen.

Logo no começo, tive uma sensação muito curiosa (e deliciosa!): a história começa exatamente no ponto onde eu tinha parado em A Filha Suíça — um jantar entre amigos. Sem entrar em spoilers, claro, mas foi impossível não sentir como se eu estivesse continuando aquela leitura que eu já tinha amado. Achei esse detalhe muito interessante.

A protagonista, Shea, é aquele tipo de personagem que, à primeira vista, pode até parecer mais leve… mas conforme a história avança, a gente percebe o tamanho da carga que ela carrega. Aceitar um anel de noivado que já pertenceu a outra pessoa não é só um gesto simbólico — é praticamente abrir uma porta para vários gatilhos emocionais. E é aí que a trama ganha força: a necessidade dela de entender o passado daquele anel acaba se misturando com algo ainda mais profundo — a necessidade de entender a si mesma.

Em vários momentos, senti que a Shea estava meio perdida na própria vida. E, de forma até inconsciente, ela usa o mistério do anel como uma espécie de “desculpa” para organizar seus sentimentos, revisitar dores e tentar se encontrar no meio de tudo isso. É um processo silencioso, mas muito humano.

Confesso que fui ler o livro já com um pezinho atrás, porque vi opiniões bem divididas — especialmente por conta da nota mais baixa no Skoob. Mas, sinceramente? Tirar minhas próprias conclusões fez toda a diferença. Sim, a história pode parecer um pouco mais rasa em alguns momentos, mas isso não significa que ela não tenha propósito. Pelo contrário: existe um sentido ali, uma mensagem, e comigo funcionou. Gostei da narrativa, me envolvi com o desenvolvimento e, principalmente, fiquei satisfeita com o desfecho.

No fim das contas, fica aquele lembrete que a gente vive repetindo, mas às vezes esquece de aplicar: não se prenda tanto às opiniões dos outros com relação ao livro que você deseja ler. Dê uma chance, mergulhe na história e tire suas próprias conclusões. Às vezes, a experiência pode ser muito mais especial do que você imagina.

Desde pequena, Shea Anderson conviveu com as superstições de sua nonna para uma vida feliz: não chegar perto de corujas, nunca colocar o chapéu em cima da cama e não aceitar um anel de noivado que tenha pertencido a outra pessoa. Assombrada pelo terrível divórcio dos pais, Shea promete ser fiel sobretudo a este último item. Afinal, por que dar chance ao azar? Por isso, ela entra em pânico quando John, seu namorado, a pede em casamento com um anel comprado em uma loja de antiguidades. Mesmo aceitando o pedido, Shea decide se certificar de que a joia não carrega nenhuma energia negativa das donas anteriores. Com a ajuda da irmã mais velha e de um jornalista carismático e bonitão – e ávido por uma boa matéria –, ela embarca em uma missão para encontrá-las e descobrir se elas foram ou não felizes no amor. Durante a jornada, que a leva a Nova York, Itália, Portugal e Boston, vai deixando de lado noções preconcebidas sobre amor e casamento e descobre o que realmente importa nas relações.




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