Tem dias em que a gente fala que lê de tudo — e eu realmente falo isso com bastante frequência e convicção. Sou o tipo de leitora que passeia feliz entre romances cheios de drama, chick-lits divertidos e aquelas histórias de redenção que fazem a gente fechar o livro com o coração quentinho. Não sou uma leitora muito seletiva, não. Se a história promete emoção, personagens interessantes e um bom envolvimento, eu normalmente topo embarcar sem pensar duas vezes.
Mas… sempre tem aquele pequeno grupo de livros que simplesmente não me chamam. Não é preconceito literário, juro. É mais uma questão de afinidade mesmo — e, principalmente, de como eu gosto de me sentir quando estou lendo.
Um exemplo clássico é Uma Vida Pequena, da Hanya Yanagihara. Eu sei que muita gente ama, sei que é um livro muito elogiado e extremamente impactante. Mas justamente por isso ele entra na minha lista do “não leria”. Pelo que já ouvi e li sobre a história, a carga emocional e as situações extremamente pesadas me parecem intensas demais para o tipo de leitura que procuro no meu tempo de descanso. Eu amo drama — amo mesmo — mas nesse caso parece ultrapassar um limite que, para mim, deixaria a experiência mais dolorosa do que prazerosa.
Outro livro que provavelmente não entraria na minha lista de leitura é A Batalha do Apocalipse, do Eduardo Spohr. Aqui o motivo é mais simples: não é muito o meu estilo de história. Tramas épicas envolvendo anjos, batalhas grandiosas e toda essa atmosfera mais fantástica nunca foram exatamente o tipo de narrativa que me prende. Eu até admiro quem mergulha nesse universo, mas sei que dificilmente seria um livro que eu escolheria espontaneamente.
Além desses exemplos, existem alguns temas que quase sempre me fazem passar direto por um livro. Um deles são livros focados em política. Já temos política demais no noticiário, nas redes sociais e nas conversas do dia a dia. Quando pego um livro, geralmente quero justamente sair um pouco desse ambiente e entrar em outra realidade.
Também tenho bastante dificuldade com histórias que trazem cenas muito explícitas de violência, especialmente envolvendo crimes brutais, tortura, estupros ou serial killers. Não é que eu ache que esses temas não possam ser abordados na literatura — muito pelo contrário. Mas, para mim, eles costumam ser pesados demais para uma leitura que deveria funcionar como um momento de relaxamento.
Porque, no fim das contas, é isso que a leitura representa para mim: um espaço de respiro. Um lugar onde posso me emocionar, sofrer um pouquinho com os personagens (porque drama bom a gente aceita!), suspirar com romances intensos ou dar boas risadas com histórias leves e divertidas.
Então sim, eu realmente leio de tudo… mas sempre dentro daquilo que transforma a leitura em prazer, e não em um teste de resistência emocional. Afinal, cada leitor tem seus limites — e também seus refúgios favoritos entre as páginas.













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