Eu assisti... Eternidade



Decido assistir a esse filme depois de ver um anúncio sobre ele no Facebook, daí pensei: Não estou fazendo nada, vou assistir! E se tem uma coisa que eu adoro é quando um filme me surpreende — e foi exatamente isso que aconteceu com "Eternidade", filme de 2025 dirigido por David Freyne.

Eu comecei achando que ia assistir algo mais sério, talvez até meio melancólico… mas, olha, fui completamente enganada (no melhor sentido possível). O filme traz um humor meio esdrúxulo, daqueles que você não espera, e entrega uma comédia romântica bem fora da caixinha. Não é aquele romance água com açúcar — é estranho, divertido e, ao mesmo tempo, cheio de significado.

O que mais me pegou foi a forma como a história trabalha os sentimentos da protagonista em relação aos seus dois maridos. De um lado, aquele amor que ficou no campo do “e se?”, cheio de planos, sonhos e uma vida inteira que nunca aconteceu por causa da morte. Do outro, o amor que foi vivido de verdade: o casamento que resistiu ao tempo, construiu família, memórias, rotina… vida real mesmo. E o filme faz esse paralelo de um jeito muito sensível, sem pesar a mão.

É impossível não se envolver e, em vários momentos, se perguntar: “e se fosse comigo?”. Será que a gente mudaria nossas escolhas? Será que o amor idealizado seria melhor do que o amor vivido, com todas as suas imperfeições? Esse tipo de reflexão vem quase sem pedir licença.

No fim, Eternidade é leve, divertido e tem um desfecho que, apesar de meio surreal, faz sentido dentro da proposta. É aquele tipo de filme que você termina com um sorrisinho no rosto… mas também com a cabeça cheia de pensamentos.

Se você gosta de histórias que misturam romance, humor diferente e uma pitada de reflexão sobre a vida, vale muito a pena dar uma chance. 

Em Eternidade, todas as almas, após a morte, mudam-se para uma espécie de limbo chamado Junction, onde tem uma semana para decidir onde querem passar a eternidade. Ao lado de seus coordenadores do pós-vida, cada um precisa escolher a maneira como (e com quem) quer passar esse tempo infinito. Quando Joan (Elizabeth Olsen) morre, ela é confrontada com uma escolha impossível entre Larry (Miles Teller), o homem com quem passou a vida junto, ou Luke (Callum Turner), seu primeiro amor e marido que morreu na guerra muito jovem e esperou por ela por 60 anos no limbo da eternidade.





4 comentários

  1. Gente...eu não assisti ainda..acredita?? E olha que se tratando de filmes, normalmente isso não acontece rs
    E se.. eu me pergunto isso quase todos os dias da minha existência..mas adorei a proposta do filme e já queria...escolher...ah, vou ver né?? rs
    Obrigada pela dica preciosa!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel

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  2. Leninha!
    Não conhecia o filme e achei diferente.
    Não sei se conseguirei assistir logo, mas uma hora vejo para assistir.
    cheirinhos
    Rudy

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  3. Olá! Eu vi o trailer desse filme no cinema e confesso que fiquei bem receosa, porque assim, triangulo amoroso não é comigo, mas agora, depois dessa resenha deu até um quentinho no coração, acho que dá até para dar uma nova oportunidade hein!

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