Viagens no tempo e o amor

E hoje damos inicio às participações especiais com a presença dos convidados pelo Aniversário de 14 anos do blog Sempre Romântica. Com vocês... Fernanda França!


Viagens no tempo e o amor

Que alegria estar aqui no Sempre Romântica comemorando seus 14 anos. Sou grata à Leninha, que conheci na época de lançamento do meu primeiro livro e que me deu tanto apoio. E hoje, para comemorar mais um ano desse blog especial, vou contar para vocês sobre uma das minhas paixões: viagens no tempo.

Minha paixão por viagens no tempo começou há anos, talvez em uma tarde em que assisti novamente à Em algum lugar do passado no meu quarto, ainda criança. Chorei na frente da televisão e a ideia de viajar no tempo passou a estar frequente nas minhas brincadeiras – e futuramente nas minhas buscas por filmes e livros, sem que eu tivesse ideia de que um dia escreveria uma história dentro desse universo.

Lia tudo e assistia a tudo o que tivesse viagens no tempo ou realidades paralelas. Vieram, então, os filmes da trilogia De volta para o futuro. Fiquei fascinada! E tantos outros na sequência, desde mais leves ou divertidos como Peggy Sue – seu passado a espera, o looping temporal de Meia-noite e um, o suspense de Os 12 macacos ou o romance de Kate & Leopold.

O que mais me intrigava nas histórias eram as motivações dos personagens. Por que alguém haveria de querer voltar no tempo? A resposta, pra mim, sempre foi a mesma: amor.

No lançamento do meu livro Presente do Tempo, ainda virtual e com a presença do meu amigo Rafael, que nos brindou com explicações teóricas sobre a possibilidade das viagens no tempo, tive a chance de conversar com algumas leitoras sobre o que as motivaria a voltar no tempo. A brincadeira sempre é "contar a mim mesma os números da Mega Sena". Rimos com isso, porque é tentador, não é mesmo? Mas ao falarmos sério, se tivéssemos uma única oportunidade de voltar, quase sempre a resposta é: encontrar alguém querido que já partiu.

O amor move o desejo de voltar no tempo. Rever quem nunca mais poderemos abraçar e beijar. Ouvir a voz mais uma vez, receber um conselho, ficar junto. O amor. Talvez tenhamos o desejo de tentar "consertar" algo que fizemos de errado, mas quase sempre o motivo é levado pelo outro, pela presença de alguém que move esse desejo.

Voltando aos filmes, muitos outros vieram com a temática. Realidades paralelas de Efeito Borboleta, conversas em tempos diferentes em Alta frequência e A casa do lago e tantos outros filmes e séries: Donnie Darko, O exterminador do futuro, Outlander, Questão de tempo, Te amarei para sempre, Dark. O assunto parece não ter fim e seguimos com o interesse em viajar para tempos ou realidades distantes.

Em Presente do Tempo escrevi sobre um casal que se comunica por e-mail, mas ele está em 2014 e ela em 2016. E comecei a imaginar o que poderia acontecer quando eles, inevitavelmente, tentassem desafiar "as regras" do tempo. Se ele a encontra no passado, ela ainda não o conhece. Se eles se encontram no futuro, o que poderia acontecer com o passado dele? Uma ação pode mudar o destino de todos.

O que nos move? Continuo achando que é o amor. Amor romântico, amor fraterno, amor de mãe, de filho, de amigo. Para que voltaríamos se não houvesse quem nos recebesse? Afinal, se não fosse o amor que movesse o mundo, não teríamos tantos filmes e livros. É ele o grande ingrediente da arte e da vida.


Fernanda França é jornalista, escritora, preparadora de textos e revisora, apaixonada por livros e viagens. Pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero, Fernanda trabalhou por doze anos como repórter em rádio, sites, revistas e jornais. Publicou seu primeiro livro em 2010 e passou a se dedicar aos livros em tempo integral, como escritora e preparadora. Atualmente também se empenha nos estudos para a formação na Psicanálise. Fernanda é paulistana, mas hoje em dia mora no interior de São Paulo com o marido, o filho e a filha, além de duas gatinhas e um gatinho. É autora dos livros: 9 Minutos com Blanda; Malas, Memórias e Marshmallows; Bolsas, Beijos e Brigadeiros; O Pulo da Gata; O livro delas (coletânea de contos com outras autoras) e Presente do Tempo, lançamento na Amazon.

Fernanda França

5 comentários

  1. Olá! Ahhh que eu confesso que essa vontade também esteve comigo, para ser bem sincera, mesmo hoje em dia bate aquela vontadezinha de dar uma escapulida ali no passado (nem que seja para entregar os números da mega), além disso, ter cada vez mais filmes e livros com essa temática, só aumenta ainda mais nossa vontade e esperança (risos).

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  2. E a abertura oficial deste mês de celebração no Blog começa com chave de ouro!!!Um nome de peso da nossa literatura nacional que faz a gente sentir tanto o quentinho no coração, como isso de sentir o peso do tempo. O alterna passado, presente...e porque não,sonhar com um futuro?
    Admiro demais o trabalho da autora e oh, a conheci aqui no blog, sim, essa valorização da nossa literatura brasileira que encontramos aqui e que faz tanta diferença na nossa vida!!!
    Adorei, adorei!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  3. Fernanda!
    Tive oportunidade de ler seu livro e como você, sou fascinada pelas viagens no tempo, sempre me fascinaram e concordo que todos voltaríamos por causa de algum tipo de amor...
    Achei muito crível a forma como elaborou seu enredo e todo o caminho que tomou... e o final é claro.
    E que lindo ver que sua homenagem para Leninha, fala de amor de alguma forma.
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Concordo com você, Fernanda, o amor move o desejo de voltar no tempo... Quantas e quantas vezes desejei voltar no tempo, matar a saudade daqueles que se foram?!...
    Mas confesso que não sou muito fã da temática viagens no tempo, geralmente as histórias sempre me deixam confusa e cheia de dúvidas e indagações, ainda mais quando tem o efeito borboleta, minha mente fica dando voltas e voltas rsrs.
    Assisti alguns filmes com essa tematica, entre ele o que você citou, A casa do lago, e um nacional que caso você não tenha assistido eu recomendo, chamado O Homem do Futuro, é com Wagner Moura e Alinne Moraes, muito bom.
    Mas livro com viagem no tempo foram poucos, acredito que foram apenas dois, um eu gostei o outro nem tanto... Contudo, me interessei pelo seu livro, Presente do Tempo, achei bem diferente a troca de e-mail onde o casal está em épocas diferentes, apesar de, como eu disse, não curtir tanto a tema pretendo ler sim.
    Bjos!

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  5. Parando pra pensar, acabei de perceber que não li um livro sequer que tenha viagem no tempo, tipo, nenhum mesmo, fiquei bem tocada com tua definição de viagem ser sobre encontrar alguém querido que já partiu, tenho sérios problemas com luto e imagino que esse possa ser um dos motivos de ter fugido tanto tempo desse tema que pode criar historias incríveis, principalmente se envolver amor de uma forma pura sabe, aqueles amores pra vida toda ou que já fazem parte de quem a gente é.

    Agora me deixar curiosa sobre teu livro foi maldade pura, a viagem no tempo era uma ideia que tu teve pra ser o centro desde o principio ou você foi escrevendo e viu que ali iria acontecer ?


    adorei o jeito como tu falou de amor, lembrando que não existe só o amor romântico, me fez lembrar que realmente o que todo mundo quer no final das contas é amar e ser amado, e que como a arte imita a vida e vice-versa, o tema mais sincero e bruto é realmente o amor.

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