Round 6

Hoje temos a participação da colaboradora Tícia no aniversário do Sempre Romântica, e claro que tinha que ser com uma postagem diferente. Dessa vez ela nos traz a "resenha" da série de maior sucesso do momento. Estou falando de Round 6
Vamos ver o que ela achou!

Terminei Round 6.

É bão?
É bão.
Então, já posso assistir?
Aí vai depender da quantidade de apego que você tem pela sua saúde e pelo seu equilíbrio emocional. 

Aliás, até imagino que a intenção original do autor da série era diversão e entretenimento, mas no meio do processo criativo ele foi possuído por satanás e Round 6 ficou servindo só pra atormentar o psicológico já descompensado da humanidade.

Imagina uma história que descarrilha seu emocional e suas expectativas do empolgante início ao carcomido final? Não existe paz de espírito: num momento você tá engolfado no ódio por fulano e logo em seguida fica com pena, mas dois minutos depois lá tá você bradando um “morre, desgraça!” e quando ele morre, você chora copiosamente.

É um ciclo de destempero sem fim.
A única certeza é a de que sua harmonia interna resultará cagada e estropiada no desfecho.

A história num resumo resumidíssimo: (aqui tem um cadim de spoiler porque sim)

456 pessoas, dentre os enrabados pela vida e os que tentaram enrabá-la (em outras palavras, os caloteiros (in)voluntários) são convidados para um jogo. E tal certame acontece numa ilha remota e desconhecida.
Só isso já seria o suficiente para a convicção de dar merda, mas vida que segue.

A princípio, todo mundo chega com cabeleira arrumada, unha feita, barba e maquiagem ok, cueca sem furo, calcinha e sutiã combinando, etiquetas sociais e sorrisos amigáveis em dia.
Até os jogos começarem.
E tal jogo tem 6 fases: Annabelle versão coreana-agourenta, confeito maldito, cabo de guerra com satã, embuste de gude, ponte da desgraça e a última que até agora não entendi as regras. Quem vence, pula o nível, quem perde, que morra.

No término dos nove episódios? Você percebe que a história inteira é um espelho e que o VIP é você.
Ou seja: sofremos o tempo todo e ainda temos o bônus de constatar que a gente é tudo bosta mesmo.
Bem, depois de tudo isso, você deve se questionar:
- Encaro o tranco? Sim.
- Sou realmente um bosta? É.
- O que é VIP?
Aí, colega... só assistindo pra descobrir.

Muito, MUITÍSSIMO recomendado.
... pra quem tem problema de cabeça. E só.
😉

P.S.: Não recomendado para menores de 16 anos


5 comentários

  1. Olá! Eita que essa série está dando o que falar, mas confesso que não estou muito animada em encarar ela não, por um lado, sou um cadinho apegada aos personagens, então já prevejo que meu frágil coração há de sofrer, além disso, toda essa violência não faz tão bem assim para o meu estômago, que dirá, meu psicológico, mas em contrapartida, não dá para negar que a proposta da série é interessante e encarar um pouco mais das loucuras dos Homo Sapiens é sempre muito interessante, então nessa dúvida cruel eu vou seguindo, ainda sem uma decisão concreta (risos), quem sabe quando todo esse burburinho passar eu não acabe dando uma chance a série.

    ResponderExcluir
  2. Eu não sei se rio ou gargalho dessa homenagem diferente no blog! rs
    A série chegou causando e eu a vi de uma vez só. É tudo isso e um pouco mais. Ódio, pena, raiva, amor, tristeza, pena e vontade entrar na tela e arrebentar alguns personagens e abraçar outros.
    É uma das melhores que vi nesse ano, mas tem que ter estômago e cabeça fraca mesmo, pois não é qualquer ser humano que aguenta a pressão não.
    Batatinha frita 1,2, 3...e fim!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

    ResponderExcluir
  3. Tícia sempre trazendo seu bom humor e forma diferente de dizer o que pensa e sente e é justamente essa espontaneidade que a torna especial, tanto por fazer parte do 'staff' do Sempre romântica, como por encarar a vida de forma diferente. Linda homenagem!
    Quanto a série, tenho visto muitos comentários por aí e virou uma febre, como não assistir? Nem que seja para descobrir o que é ser VIP...
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
  4. Oi, Tícia!
    A quantidade dos episódios - nove - me atrai, não gosto de séries longas, mas o gênero... me repele, vamos dizer assim, não curto cenas de violência, costumo me apegar muito aos personagens e se eu fosse assistir com certeza sofreria com as mortes rsrs.
    Mas estou me divertido muito com os menes e as repercussões, amei a réplica da boneca que foi colocada em um semáforo para alertar pedestres e assusta público em uma cidade filipina.
    Enfim, amei seus comentários, suas resenhas é uma das coisas que mais gosto do Sempre Romântica!

    ResponderExcluir
  5. Eu assisti em um dia só de tanta aflição que senti vendo o desenrolar da historia, já ouvi mais de uma vez o pessoal fazendo analogia de que o criador estava vendo jogos vorazes e jogos mortais no mesmo final de semana.

    Não tem como falar que não concordo com a tua resenha, sem sombra de duvida existem sentimentos muitos conflitantes quando se trata dos personagens e senhor amado, o que em nome de deus são as regras do ultimo jogo, sabe? também fiquei me perguntando se eles não colocaram round 6 pq jogo da lula ia lembrar do ex-presidente.

    Foi a primeira vez que ouvi alguém falar desse jeito, que tipo, de certa forma, a gente também é um VIP (gif de cabeça explodindo), porque isso também lembra que a gente assiste umas coisas bem apelativas e degradantes as vezes (caldeirão do Ruqui who?)

    Fico feliz de alguém não recomendar a série invés de ir pela modinha de idolatrar sabe, tem tanta gente vendo que ta sendo compulsório o povo assisti e falando muito bem, só ta sendo considerado "cult".

    ResponderExcluir

Seu comentário é sempre bem-vindo e lembre-se, todos serão respondidos.
Portanto volte ao post para conferir ou clique na opção "Notifique-me" e receba por email.
Obrigada!