A Última Festa - Lucy Foley


Peguei esse livro no aleatório e me dei bem porque o bixim é bão, viu? A partir de agora, “vai na fé e que morra a expectativa” será meu lema literário.

Essa história me prendeu tão amarradamente que até agora tô chocada com o quão rápido eu li o troço. A autora teve uma sacada olímpica ao dividir a narrativa entre “hoje”(depois da morte) e “ontem”(antes da morte). Você só sabe MESMO quem é vítima e quem é assassino no final. O resto é só suposição. Eu, por exemplo, saí atirando pra todo lado. Cada hora tinha certeza absoluta de quem era o capiroto e quem era o coitadim, depois mudava de ideia, aí voltava, mudava, voltava e dá-lhe chocolate pro cérebro pegar no tranco.
Sabe como é, endorfina.

Far-te-ei um brevíssimo resumo, curioso coleguinha, pra vc ter uma ideia.
Galera amiga desde os tempos de faculdade + um adendo, tradicionalmente celebram ano novo juntos. O lugar escolhido da vez é uma “casa de campo” chiquérrima, localizada a 598 quilômetros à esquerda de onde Judas perdeu a meia.

Só que a galera não é tão de boa assim. A princípio, geral tenta na dentada se divertir. Mas não demora pra tudo quanto é merda ser jogada no ventilador e sair cocô voando pra toda parte.
E no meio dessa doideira/ódio/rancor há muito guardados entre os amigos desde outrora, temos o Doug e a Heather, funcionários do lugar. E, claro, ambos sem paz de espírito também. Afinal, parece que o pré-requisito pra ser personagem nessa história é ser atormentado.
Daí, alguém some e mais tarde, descobre que esse alguém foi assassinado.
E você fica lá, o livro inteiro, tentando adivinhar quem morreu, quem matou, motivo e afins.

A história é excelente, principalmente porque é narrada a partir de pontos de vista diferentes. Essas perspectivas te fazem compreender como a gente não tem só uma versão de nós mesmos: temos aquela que os outros acham que nós somos, a que nós fingimos que somos e o que nós somos realmente.
Sacar isso te faz entender bem melhor a história e criar uma empatia, aparentemente impossível, pelos personagens.

Calar-me-ei agora, junto às minhas mesóclises, porque sou daquelas que, quando viu, falou o que não devia e, nesse livro, spoiler é o próprio satanás.
Apenas, leia.
Leia!!!!

Todo ano, nove amigos comemoram o réveillon juntos. Desta vez, apenas oito vão voltar para a casa depois da festa.

Programado para acontecer em um cenário idílico, o réveillon que Miranda, Katie e os outros amigos que conheceram na faculdade passarão juntos este ano promete refeições deliciosas regadas a champanhe, música, jogos e conversas descontraídas.

No entanto, as tensões começam já na viagem de trem — o grupo não tem mais nada em comum além de um passado de convivência, feridas jamais cicatrizadas e segredos potencialmente destrutivos.

E então, em meio à grande festa da última noite do ano, o fio que os mantém unidos enfim arrebenta. No dia seguinte, alguém está morto e uma forte nevasca impede a vinda do resgate. Ninguém pode entrar. Ninguém pode sair. Nem o assassino.

Contada em flashbacks a partir das perspectivas dos vários personagens, a história deste malfadado encontro é um daqueles mistérios de assassinato cheio de tensão e de ritmo perfeito. Com uma trama assustadora e brilhantemente construída, A Última Festa planta no leitor a semente da dúvida: será que velhos amigos são sempre os melhores amigos?



4 comentários

  1. As resenhas dessa menina são fabulosas rs e é impossível sair de uma delas, sem um sorriso no rosto.
    O livro está entre os mais desejados há um tempo. Eu adoro isso de atirar pra todo lado e não acertar quem é o assassino da vez rs(nunca acerto mesmo)
    Espero ter e ler o livro o quanto antes(vivo dizendo isso rs)
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  2. Como eu me divirto com as resenhas da Tícia, e sempre fico com vontade de ler as recomendações.
    Você é demais, Tìcia!

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  3. Tícia!
    Muito surpresa em ler suas mesóclises e ainda mais ver que leu um livro policial.
    Adoro quando traz passado e presente, e, quando várias pessoas narram o livro, porque afinal vemos vários pontos de vista.
    Adoro livros nesse estilo policial, cheio de suspense e muito mistério para se descobrir quem é o criminoso.
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Olá! Eita que esse livro marcou minha vida literária, pois ele foi o primeiro que eu li em uma LC, aliás, só dei uma chance a ele, justamente por se tratar de uma leitura coletiva, mas foi uma experiência bem agradável e também uma das minhas primeiras experiências com o gênero, e confesso que gostei bastante (ufa), a autora conduziu muito bem o enredo, não consegui largar até chegar ao final, por ser uma das minhas primeiras leituras do gênero, eu nem me atrevi a tentar adivinhar o culpado, deixei a autora me levar, bem no estilo Zeca Pagodinho de viver, o único ponto negativo para mim foi o destino de alguns personagens, eu teria sido um pouco mais cruel com alguns deles #vingativa.

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