[Resenha do Filme] À Espera de um Milagre

Olha quem está de volta!!! Sim, a Tícia voltou! Mas ela vem assim de forma esporádica e aleatória, melhor não se acostumar (Risos). Em nossa conversas, que nunca cessaram desde que ela decidiu dar um tempo do blog e de algumas redes sociais, veio a questão de sua volta a resenhar. E partindo dela o oferecimento que se eu quisesse usar as resenhas de filmes / livros que ela vem postando num grupo fechado do Facebook eu podia ficar à vontade. Não me fiz de rogada e decidi começar com a resenha do um filme que ganhou uma enquete proposta por ela no "intuito de assistir algo que provavelmente jamais assistiria por livre e espontânea vontade". E o vencedor da enquete foi À Espera de um Milagre.
Então vamos deixar de enrolação e seguir com o retorno da Jedi, ops, da Tícia.

À Espera de um Milagre

Que desgraça.
Por que – voluntariamente – me enfio em situações de merda que só servem pra descompensar meu emocional e avacalhar meu ínfimo equilíbrio interior?

E como assim você, desorientado espectador, consegue gostar de ser martirizado durante três horas numa agonia do inferno? Afinal, sua paz de espírito vai pro saco logo nos primeiros minutos porque é tormento pra todo lado nessa história.

“Ahhhhhhh... mas tem tantas partes lindas”.
Caguei pra isso.
Não sirvo pra drama. Não dá e que morra. Tô com a cara inchada, vermelha neon e com a cabeça doendo porque quando desando num choro-britadeira, o que resta é um farrapo humano arriado, carcomido pelo infortúnio.

Então o filme é ruim?
Não. É muito bom, mas é desgraçado.
Então, gostou?
Gostei, mas é desgraçado.

Resumo bem resumido:
Chefe-carcereiro gente boa trabalha com outros três carcereiros gente boa, mas também com a pulga de satã, também conhecido como carcereiro-anão-mijão, num corredor da morte de uma penitenciária.
Como se isso já não fosse material farto pra angústia, eis que chega um negão de 5 metros de altura por três de largura, acusado de matar e estuprar duas meninas. Mas logo que o cara aparece, você já simpatiza instantaneamente e gasta um nanossegundo pra concluir que teve treta na condenação dele.
Sim, o ciclo tenso do inferno tem início.

A partir daí, a história se desenvolve.
E o que você presencia são oscilações: uma hora tá lá você todo de boa com as cenas do ratinho e, já na outra, tá presenciando o coitado do cara sendo cruel e literalmente torrado na cadeira elétrica. Em um momento você presencia empatia e altruísmo e no outro, você se depara com injustiça, violência gratuita, maldade depurada e que bosta.
Eu não tenho estrutura pra isso.

Fora o próprio satanás que fez uma participação especial: um perturbado da cabeça que, posteriormente, também é jogado lá pra ser merecidamente torrado no fogo do inferno, digo, na cadeira elétrica. Foi tarde.

E, no meio disso tudo você conhece mais o negão, exteriormente assustador, mas uma lição de delicadeza e hombridade.
A oposição entre ele e o satanás supracitado + o carcereiro-anão-mijão serve pra frisar o quanto julgar pelas aparências é uma praga.

Eu nisso tudo?
Fiquei esperando desesperadamente por um milagre.
No final, quando o velhinho confidencia todas aquelas coisas, você realmente se choca, se compadece e, no fim das contas, se resigna.
A vida é mesmo uma vadia rancorosa.

Acha que acabou? Não.
O filme é inspirado num livro de Stephen King que se inspirou na história real de George Stinney Jr., um menino de 14 anos, negro, acusado injustamente de matar duas meninas brancas. Te dou uma medalha se você adivinhar o motivo.
Véi... vou me abster de comentar porque o emputecimento me faria descer o nível vastamente.

Enfim, já deu de falar.
Tô sem condições, preciso empanturrar de comida porque mereço e, claro, não quero tirar a graça do doido que se interessou por assistir.

Recomendo?
Pros que bateram cabeça.

12 comentários:

  1. E eu que vim achando que era aquela coluna de cinema "antigo" que eu tanto amo e me deparo com sim, um filme "antigo" que eu amo de paixão, mas que sim, me pegou de surpresa por trazer a azeda mais linda do mundo,que pude acompanhar assim que cheguei no blog.
    Eu me acabava de rir das resenhas dela e não foi muito diferente agora, mesmo se tratando de um filme/livro tão essenciais a todos nós.
    Já vi o filme tantas vezes que perdi as contas, mas é aquele tipo de longa maravilhoso e dolorido!!!
    Seja bem vinda de volta, Tícia..mesmo que de vez em sempre! rs
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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    1. Que bom que você curtiu a volta da Tícia, Angela. Ela é uma "azeda" muito querida por mim e claro, por todos.
      Teremos sua presença esporádica aqui, mas certeza que sempre que ela aparecer será para nos fazer rir de suas resenhas inusitadas.
      Bjokas.

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    2. Oi, Ângela. Brigadão pelo carinho, viu? De vez em sempre não garanto, mas de vez em quando dou um pulo aqui. rs
      Bjo

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  2. Olá! E a volta foi em grande estilo com esse filme maravilhoso de triste, como eu chorei assistindo. E você conseguiu resumir bem hein, foi impossível não dar uma risadinha, apesar de todo o drama que cerca a história.

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    1. Ola
      Ainda náo assisti esse filme e so pretendo faze-lo depois que eu ler o livro que está aqui na fila esperando para ser lido
      Esse livro é a possibilidade de conhecer a escrita desse autor

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    2. Pois é, Elizete, Tícia sempre nos surpreende, fala de forma bem atípica e pessoal, e nos faz rir de um dramão desses, só ela mesmo.
      Bjs

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    3. Leia então o livro, Eliane. Tomara que você curta.
      Quanto à resenha, melhor ler depois mesmo, rsrsr
      Bjs

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    4. Oi, Elizete. POis é, o filme é lindo, mas eu realmente odeio coisa triste rs Só assisti e resenho pq coloquei uma enquete como desafio. Fora isso, não assistiria nuncaaaaaaaaaaaa.rs
      bjo

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  3. Leninha!
    Que saudade andava da Tícia e feliz em vê-la por aqui novamente...

    Tícia!
    Só você para tratar um livro sobrenatural e com muito drama, em uma resenha para lá de hilária e que me fez gargalhar nesse final de noite.
    Série! A espera de um milagre é para mim o 'hors-concours', o melhor dos melhores de todos os tempos, não caso de assistir e assistir novamente.
    Ele traz tantas lições de vida e mesmo com toda agonia e tristeza, além de injustiça, não tem como não amar, ainda mais com Tom Hanks novinho e Michael Clarke Ducan, fissurada no negão...kkk Pena que ele se foi no filme e na vida real...
    cheirinhos
    Rudy

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    1. Eu também estava com saudades da Tícia, bom ter ela de volta.

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    2. Oi, Rudy.
      Feliz em te ver. :D
      O filme é lindo, realmente, mas drama não dá pra mim. Chorei do início ao fim, não tenho estrutura.
      E sim, fiquei muito triste quando o ator morreu tão jovem. :(

      bjo grande

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  4. Ah, que saudade das resenhas da Ticia, do humor, da sinceridade... Seja muito bem vinda de volta!
    Eu confesso que não sou de assisti filmes, mas vou amar ver suas resenhas de filmes aqui e seu olhar sobre eles.
    Assisti À Espera de um Milagre anos atrás, e fiquei igual a você, angustiada e chorando muito, somos duas, eu também não sirvo pra drama, corro até deles rsrs... Filmes assim bem que poderia vim com o aviso "Cuidado, risco de desidratação", né não?!
    Amei sua resenha!
    Bjos!

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