Uma Paixão e nada mais – Mary Balogh

“Mais uma vez Mary Balogh encanta com uma história que agrada não só pelo romance em si, mas pela jornada que os personagens trilham para chegar ao final feliz”. E com essa frase eu inicio a resenha de Uma Paixão e nada mais, quarto livro da série Clube dos Sobreviventes, e que nos conta a história de Flavian, o personagem que mais criou expectativas nos livros anteriores da série por ser o mais sarcástico e aparentemente o mais bem humorado entre os sete integrantes do clube. 

Para quem não sabe cada um desses sete personagens têm um drama pessoal, um defeito físico ou emocional que é tratado em cada uma de suas histórias. Os livros são independentes, porém suas histórias se interligam porque cada um de seus integrantes, sendo eles seis homens e uma mulher, sofreram algum tipo de trauma que os marcou profundamente. 

Sinceramente não sei o que seria pior: conviver com uma deficiência física ou um distúrbio emocional. 

Flavian já sofreu muito na vida, teve um noivado desfeito por consequência de seu acidente, que além de tirar um pouco do seu controle emocional, ainda o deixou gago. Mas quem dera esse fosse o único problema que aflige nosso mocinho. Flavian se vê em uma sinuca de bico ao saber da morte de seu amigo Leonard, que de quebra era esposo de sua ex-noiva, que agora está viúva e louca para reatar seu antigo compromisso. Como se eles não tivessem um passado bem obscuro entre eles.

Porém nosso mocinho conhece a doce e recatada Agnes, uma viúva que jamais soube o que é uma paixão, até porque ela não queria se deixar levar pelos arroubos que essa emoção pode acarretar em sua vida tão simples e rotineira, e também por não querer cometer os mesmos erros de sua mãe. 

Mary Balogh nos leva por uma trilha não tão usada por outras autoras de romance de época que estamos acostumados a ler.  Parte de sua trama se dedica aos conflitos internos dos personagens, então é normal que a maioria do seu texto seja voltado aos pensamentos dos personagens, suas indecisões, seus traumas e as conseqüências de seus atos, o que pode acarretar numa leitura mais morosa, porém nada que tire o brilho da narrativa, muito pelo contrário, isso é o que prende o leitor e torna o enredo da trama em algo único e muito bem explorado. Eu, particularmente adoro.

Temos aqui um livro que trata de segundas chances e de recomeços. Que aborda o tema do luto com maestria e leveza, sem tirar o foco do romance. Até porque, o bom da trama é acompanhar a descoberta do amor que começa com a amizade. Flavian e Agnes é até agora o casal mais fofo e determinado de toda a série, e nos rende ótimos momentos tanto juntos quanto separados. 

Ah, não posso esquecer de dizer o quanto é bom a cada novo livro rever todos os sobreviventes. E nesse livro em especial podemos descobrir mais sobre a história de cada um deles, o que atiça ainda mais a vontade de ler logo toda a série. Nem preciso dizer que foi lindo presenciar o primeiro encontro de George, o Duque de Stanbrook e Dora, que se reencontrarão em breve, no último livro da série. Aguardo ansiosa por isso.

Então para fechar, só posso recomendar a leitura, não só desse, mas de todos os livros da série e dessa autora maravilhosa.

Ao voltar para casa depois das Guerras Napoleônicas, Flavian, o visconde de Ponsonby, ficou arrasado ao ser abandonado pela noiva.
Agora a mulher que partiu seu coração está de volta, e todos estão ansiosos para que eles reatem o noivado. Exceto Flavian, que, em pânico, corre para os braços de uma jovem sensível e encantadora.
Apesar de ter sido casada por quase cinco anos, a viúva Agnes Keeping nunca se apaixonou, nem quer se apaixonar. Aos 26 anos, ela prefere manter o controle de suas emoções e de sua vida. Porém, ao conhecer o carismático Flavian, fica tão arrebatada que acaba aceitando seu impetuoso pedido de casamento.
Quando descobre que Flavian pediu sua mão apenas para se vingar da antiga paixão, Agnes decide fugir. Mas Flavian não tem a menor intenção de deixar a esposa partir, principalmente após descobrir que, para sua própria surpresa, está completamente apaixonado por ela.

6 comentários:

  1. Mesmo conhecendo bem pouco do trabalho da autora, ela tem realmente esse diferencial, os dramas interiores dos personagens!!!
    Sem deixar por nenhum momento o romance de lado, ela vai intercalando os dramas ali, sejam físicos ou emocionais e sinceramente, também fico em dúvida de qual faça doer mais. Sei lá, penso que um complementa o outro de uma forma bem ruim a quem sente!
    Ainda não pude conferir os livros dessa série, mas já estão prontinhos para serem lidos o quanto antes!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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    1. Pois é, Angela, a Mary tem realmente esse diferencial em suas histórias, fica impossível não querer ler toda a série. Ansiosa pelo desfecho, mas ainda faltam 3 livros.
      Beijokas!

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  2. Leninha!
    Bem, como sou portadora de deficiência física, sei bem o quanto é difícil e como psicóloga pude acompanhar vários casos de distúrbios psicológicos e também fazem a pessoa sofrer, acredito que em ambos os casos, é bem doloroso.
    Quanto a série, desde que o primeiro livro foi lançado, fiquei interessada justamente pelo que falou, cada um tem lá seu problema e com ele, suas dificuldades, mas no final, o amor consegue superar tudo e torna o livro um amorzinho. Amo livro com dramas.
    Mary Balogh tem um poder extremo de renovar suas personagens a cada livro e ainda trazer novidades nos exemplares de uma mesma série, coisa muito difícil de se acontecer em uma continuação, mesmo com personagens diferentes como protagonistas.
    cheirinhos
    Rudy

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    1. Essa minha dúvida é bem idiota mesmo, claro que não tem como não sofrer em ambos os casos, cada um sente de uma maneira e quem está do lado sofre também, não é verdade?!
      Uma das coisas boas é rever os personagens dos livros anteriores e saber que eles estão superando suas dificuldades, que não se findou no seu livro, isso é perfeito.
      Beijos, Rudy!

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  3. Olá! Por enquanto, esse é o meu segundo favorito dessa série maravilhosa da Mary Balogh (o livro dois, e o casal Vincent e Sophia, ocupam o primeiro lugar no meu coraçãozinho), eu achei Agnes uma personagem incrível, AMEI a cumplicidade e amizade que ela mantém com a irmã Dora, (e também já estou roendo as unhas para poder ler o seu livro com o Duque), e adorei a evolução do seu relacionamento com Flavian, essa é uma série bastante intensa mesmo, com protagonistas bem sofridos, mais maduros e cheios de traumas, eu particularmente achei o final um pouco corrido, acredito que merecíamos mais algumas páginas para entender melhor tudo que o que Flavian lembrou, ainda assim, essa é uma das minhas séries preferidas, poder rever os personagens dos outros livros, sem dúvida, foi ótimo, o único porém fica por conta dessas capas #coisasdeleitor, que ainda não conseguiram me conquistar completamente, principalmente a do terceiro livro, acho que ela não conversa muito bem com as demais, mas as histórias com certeza valem muito a pena.

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    1. Ate´agora só decidi o meu favorito, que é o livro do Vincent. Ainda não decidi sobre o segundo melhor, rsrsrrs
      Ansiosa pelo fim da série para ver como cada u vai se arranjar.
      Bjs

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