A Perdição do Barão – Lucy Vargas

Depois de passar pela leitura de um livro superdenso e de um outro bem divertido, havia chegado a hora de voltar para minha zona de conforto e ler um romance de época. Claro que a escolha seria óbvia, peguei A Perdição do Barão da minha querida autora e amiga Lucy Vargas. Qual não foi minha surpresa em ler um romance para lá de inusitado, primeiro porque a maioria dos romances de época que leio são escritos em terceira pessoa, só que a Lucy decidiu inovar e não só nos trouxe uma história em primeira pessoa como essa pessoa que narra sua história é o mocinho. Isso mesmo, todo o livro é narrado por Patrick, nosso barão apaixonado.

Quem me conhece sabe o quanto aprecio romances com teor altíssimo de dramas, mas ver tudo pela visão de um homem foi algo para lá de diferente. Tenho uma longa experiência com leituras de protagonistas femininas, seus arroubos, suas paixões e desilusões, mas vou confessar: que eu me lembre esse foi o primeiro romance de época onde tudo é descrito pelo mocinho, e com maestria a autora consegue passar com tanta sensibilidade os sentimentos vividos por Patrick que fica difícil não se envolver profundamente na história, a ponto de querer fazer parte e dar pitaco aqui e ali no enredo. De maneira nenhuma querendo mudá-lo, até porque a Lucy melhora sua escrita a cada livro que escreve, mas sim querendo dar uns tapas em um ou outro personagem e uns beijos em outros só para consolar. #abafaocaso

Falando um pouco da história...

Temos aqui, como o título do livro já nos mostra, um barão perdido de amor, e infelizmente um amor platônico. E como foi cruel ver Patrick saber que sua amada tinha sentimentos por outro. Decidido a esquecer e tentar tirar de seu coração essa amor impossível, Patrick fica mais de um ano longe de sua propriedade e de sua família, e claro, longe de Hannah.
Quando retorna, uma reviravolta o coloca no lugar que ele sempre desejou, na vida de Hannah como seu marido. Claro que não seria fácil esconder seus sentimentos e fazer com que a mulher que ele ama e admira veja com seus próprios olhos o tamanho de seu amor, e quem sabe devolver apenas um pouco de carinho.

Muita água corre por baixo da ponte até que ambos se permitam amar, se entregar ou mesmo aprenderem a conviver. E essa é a grande sacada da autora, mostrar que a base de todo relacionamento é a confiança e o respeito. Que o amor pode nascer de uma amizade, mas acima de tudo que uma história não se faz apenas com dois personagens. E aí somos apresentados a tantos personagens essenciais à trama, o que torna a leitura fluida, dinâmica, interessante e que me fez largar a companhia da minha família para dormir lendo o livro, na ansiedade de descobrir logo como tudo terminaria.
Não dá para largar o livro, literalmente eu deitava e acordava pensando em Hannah e Patrick, e, claro, em Grace, Olivia, Stephen e Esther, e por aí vai. Nessas horas detesto ser dona de casa e ter tantas obrigações no lar, minha vontade era passar horas lendo, sendo servida com almoço e jantar, sem precisar parar em momento algum a leitura. #doceilusão

Patrick entra para o rol dos mocinhos mais apaixonantes da minha história com romances de época. Nunca tinha visto um homem se doar tanto e aceitar a desilusão e a perda de forma tão profunda. Tinha vontade de dar colo para ele, e em alguns momentos dar uns tapas na Hannah. 
Ah, e nosso mocinho é o típico homem que ama uma mulher só para a vida toda, e merece todo o respeito por isso. 

Não quero falar mais nada sobre o enredo, até para não tirar o prazer de quem vai ler, mas preciso dizer apenas que amei, e queria o Patrick na minha vida, um Stephen também quem sabe, rsrsrs.

Um dos mais belos romances de época que já li, que mostra o quanto o amor pode ser lindo, duradouro e para a vida toda. Recomendo a leitura com salva de palmas, fogos de artifício e muito amor no coração. Leia e se apaixone!

A família de Patrick, como muitas da aristocracia inglesa, foi marcada por escândalos amorosos e sofrimentos. Não é à toa que ele acredita estar amaldiçoado pelo “mal do amor”.
Quando se apaixona por Hannah, cuja família também esconde segredos, Patrick não consegue confiar nela e muito menos acreditar que um dia seu amor será correspondido. Ele parte decidido a esquecê-la, mas incapaz de conter o amor que sente, ele aceita: Hannah é a sua perdição.
Se permitir que fantasmas do passado continuem a assombrá-los, Hannah pode escapar por entre seus dedos, pondo em risco seus votos e seu elo inquebrável. Quanto mais esse elo é capaz de resistir? Até onde Patrick é capaz de ir por sua baronesa?

10 comentários:

  1. Um dos meus livros mais desejados nos últimos tempos!!Tudo que já ouvi e li sobre o trabalho da autora, é positivo e este trabalho dela, veio somente para a consagrar ainda mais!
    Romances de época são maravilhosos, mas sim, sempre trazem a versão feminina da coisa, nunca se lê pelo lado masculino e saber que a autora abusou disso neste livro, dá uma curiosidade enorme.
    O sofrer pelo amor não correspondido ou de ver a amada amando outro e mesmo assim, lutar por este amor é lindo demais.
    E depois, a construção deste amor, passo a passo, como tem que ser todo grande amor...ah, a romântica aqui suspira!!!
    Espero ter e ler o livro o quanto antes e me emocionar também!
    Beijo

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    1. A história é linda e fica ainda mais massa por ser contado pela visão do mocinho que roubou meu coração.
      Leia, Angela, você vai amar.
      Bjs

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  2. Oi Leninha!
    Esse livro já está nos meus desejados, quero tanto conhecer esse enredo, eu sou fã do gênero e te confesso que a expectativa é grande.
    Amei essa capa!
    Bjs

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    1. Com certeza você não vai se decepcionar com essa leitura, que faz jus à bela capa.
      Leia e depois me conta!
      Bjs

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  3. OLA . CONFESSO que não sou fã de livros escritos na primeira pessoa.MAS só o fato do livro ser narrado pelo mocinho e de ele ser super apaixonado pela mocinha já vale a pena,alem do mais amo romances historicos e pela sua resenha deve ser um livro encantador
    bjs

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    1. Eu não me importo com livros escritos em primeira pessoa, o inusitado aqui foi nosso mocinho narrar sua história, isso sim foi a cereja do martíni. Você vai se apaixonar pelo Patrick, leia e depois me conta.
      Bjs

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  4. Olá Leninha!
    Primeiro que eu morro de vontade de ler algum livro da Lucy, mas ainda não tive oportunidade, e segundo, ela não só inovou, mas me conquistou com essa inovação, nunca li nenhum romance de época que fosse narrado pelo mocinho, e nesse caso, eu achei Patrick diferente dos protagonistas desse gênero, ele me pareceu romanceiro, galante, eu me apaixonei lendo a resenha kkkk
    Sobre Hanna, acredito que a primeira impressão dela não é tão boa, por acompanhar o sofrimento do Barão em relação aos seus sentimentos por ela, mas, em contra partida, a forma que o relacionamento deles se encaminhou ficou muito bonito, ficou verdadeiro sabe?
    Olha, só sei que desejo demais esse livro, fiquei encantada! Eu tenho um orgulho enorme dos nosso nacionais 💕
    Beijos

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    1. Patrick é um apaixonado e não tem medo de nos mostrar isso. Acho que meu nariz virado com a Hannah é por não conhecer seus sentimentos, causou estranheza e talvez implicância, mas foi bem pessoa, o personagem é muito bem construído.
      Você precisa ler os livros da Lucy, qualquer um vai te encantar.
      Bjs

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  5. Eu tenho gostado bastante de ver como os romances de época estão sendo reinventados não está ficando só aquela coisa crescendo garoto rico que se apaixona por uma Plebeia como por exemplo esse livro acho que é um dos primeiros romances de época que eu leio na qual o mocinho é o narrador E também o livro O guia do Cavalheiro para o vício é a virtude dá Mackenzie Lee, que é um livro na qual Apesar desse romance de época O mocinho da história é bissexual e se envolve tanto com mulheres quanto com homens e isso eu achei bastante inovador eu gosto de ver isso um gênero que ao olhar de outros é visto como algo repetitivo mas que tens inovado cada vez mais e se você parar para dar uma analisada é isso que a própria autora tem feito ultimamente inovando a forma de se escrever romances de época

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    1. Adoro livros que nos tira da zona de conforto.Lucy inovou e ganhou minha recomendação, adorei.
      Bjs

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