Um Acordo e nada mais - Mary Balogh

Quero iniciar essa resenha deixando alguns dados muito importantes sobre minha trajetória como leitora de romances de época. Fui apresentada ao gênero em 1990, tenho uma coleção de mais de mil livros de banca só de época e históricos, o que me faz quase uma “entendedora expert” no assunto, e quero salientar aqui que em quase trinta anos lendo e apreciando o gênero eu nunca tinha lido um livro tão doce, tão delicado e tão apaixonante como Um Acordo e nada mais, de Mary Balogh. #prontofalei

Agora vamos falar sobre o livro.

Esse é o segundo livro da série Clube dos Sobreviventes lançados esse ano pela Editora Arqueiro, e essa é a segunda série da Mary Balogh que leio. Sou fã da escrita da autora, não só porque ela tem uma personalidade própria e forte, mas também porque ela traz personagens carismáticos, com uma carga emocional latente e que ao longo da trama se torna visível o crescimento e a cura dos traumas e dramas emocionais. Em Uma Proposta e nada mais eu já havia me apaixonado por esses sete personagens que compõem o Clube dos Sobreviventes, dei cinco estrelas para o livro e queria dar seis para o Acordo, mas para desencargo de consciência eu favoritei, pronto. (Risos)

O livro traz uma lição tocante de que é possível conviver com deficiência física e uma certa desordem emocional, e nossos protagonistas têm esses problemas bem visíveis. Para começo de conversa nosso mocinho, Vincent é cego, mas você não o verá reclamando da vida, com mi-mi-mi e usando sua cegueira como desculpa para não evoluir ou não apreciar as coisas boas da vida. Já nossa mocinha, Sophia, sofreu o pão que o diabo amassou por ser considerada insignificante, quase invisível, sendo humilhada como uma digna gata borralheira, e mesmo assim ela se permitiu amar e desabrochar,  foi corajosa em não permitir que Vincent fosse manipulado ou vivesse pelas mãos dos outros. 

Com certeza essa é uma dessas histórias que levam o leitor a refletir não quão insignificante são os nossos problemas, e no quanto podemos ser felizes nos aceitando com nossos defeitos e traumas.

Como vocês podem ver não falei muito sobre o enredo do livro, aconselho que cada um leia e faça sua própria reflexão. Só posso render honras à Mary Balogh por nos presentear com uma história tão delicada, que apesar de profunda e sensível nos passa uma doçura e uma simplicidade que é quase impossível largar o livro, isso sem falar no quanto flui bem toda a narrativa. 

Doce, singelo, fluido, apaixonante, delicado, esses são apenas alguns dos adjetivos com que posso classificar essa história, sem contar que de tão romântico fica no leitor aquela sensação de que um amor puro e delicado assim é o desejo de todos os apaixonados. To ficando melosa, melhor parar!
Recomendo a leitura.

Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.

6 comentários:

  1. Sou apaixonada por um bom romance de época, mas não chego nem na alça da sua bagagem! E sendo muito sincera, só tive mais contato com o gênero recentemente, quando os romances voltaram com força total. Sei lá, tinha a sensação que eles haviam sumido até das estantes.
    Já li uma ou duas resenhas deste novo trabalho da autora e mesmo sendo parte de uma série, a gente perceber fácil que Mary caprichou neste segundo livro. Não só por apresentar um personagem cego, mas por também não colocá-lo como vítima e sim como um homem normal, com suas limitações,mas normal!!!
    Adorei muito tudo isso e de quebra, vem uma personagem forte, apesar de jovem, mas também com sua carga emocional já formada, tendo que se abrir ao amor e com isso, mostrar seu lado mais humano!
    Com certeza, espero ter e ler a obra em breve!
    Beijo

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    1. Um dia você chega lá, rsrsrs
      Olha, mesmo o livro fazendo parte da série dá para ler sozinho, o problema é a curiosidade que nasce para conhecer todos os sobreviventes, esse é o drama, rsrsr
      Você vai amar essa série, corre ogo para começar a ler antes que tenha que comprar todos os 7 de uma vez, dois por enquanto é mais fácil.
      Bjs

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  2. Conhecendo o seu vasto conhecimento em Romances de Época, ouvir você dizer que “em quase trinta anos lendo e apreciando o gênero eu nunca tinha lido um livro tão doce, tão delicado e tão apaixonante como Um Acordo e nada mais, de Mary Balogh”, já é mais que um aval para que não só eu leia esse livro, como também extrapole meu cartão e compre o livro anterior da série também.
    Não conheço a autora, mas amo romances de época e sabendo que os personagens têm certas deficiências e as supera com tanto amor e sem frescuras, me empolga. É tão difícil a vida da gente que eu busco nos livros uma fuga, os uso como uma espécie de válvula de escape para desanuviar, e esse é um dos livros que me deixou encantada depois de apreciar sua resenha.
    Mais uma vez obrigada pela dica e pela imensa fila de livros para comprar. (Ta bom né?)
    Penso em dar um tempo nas visitas por aqui... Mentira, não consigo resistir, hehe.
    Beijos estrelados

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    1. Uia, me senti a senhora leitora de romances agora, rsrsrs
      Já que você nunca leu nada da autora, recomendo que comece por essa série, até porque como só foram publicados dois livros fica mais fácil de comprar, fica menor o boleto, rsrs
      Bjs Paty, sempre bom te ver por aqui.

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    2. Hummm, curiosa para saber o que você achou da leitura. Tenho que me conter, afinal, quero ler o livro primeiro. Assim que o fizer, voltarei aqui. Bjs!

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    3. Você vai amar o livro, Vivi.
      Depois me conta!

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