Escrevendo histórias de Amor: as influências nacionais e internacionais para uma escritora brasileira

Para iniciar os posts dos autores convidados, tenho o prazer de apresentar Bianca Carvalho, uma autora muito querida que nos fala um pouco sobre as influências que um leitor tem ao longo da vida e que só enriquece seu texto. Com vocês... Escrevendo histórias de Amor: as influências nacionais e internacionais para uma escritora brasileira, por Bianca Carvalho.

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Às vezes, quando me pego divagando meio sem sentido, fico me perguntando o que seria de mim se eu não fosse uma leitora; se a literatura não tivesse entrado na minha vida de uma forma natural. Sim, porque eu nem me lembro de ser gente sem ter um livro na mão. 

Fico tentando imaginar quem eu seria, como meu caráter teria se formado, porque cada história que li ajudou a construir a Bianca que eu sou hoje.

Consequentemente, se não houvesse Bianca leitora, não haveria Bianca escritora. E, assim como os livros que li moldaram meu caráter, eles criaram a autora que me tornei. 
Cada escritor que conheci ajudou a construir meu estilo; ajudou a me fazer descobrir como eu queria contar minhas próprias histórias. Alguns mais, alguns menos, é claro. Alguns, em minha formação como leitora, me deixaram tão extasiada que eu comecei a pensar que era isso o que eu queria fazer para o resto da minha vida: criar mundos, personagens, tramas, reviravoltas e finais felizes.

Posso dizer que os primeiros livros que me impactaram foram O Escaravelho do Diabo, de Marcus Rey, e Descanse em Paz, meu amor, de Pedro Bandeira. Foi aí que minha tendência a curtir um mistério criou asas. A forma como os autores nos levavam a investigar junto aos personagens me fascinou de tal forma que eu comecei a buscar outros nomes, como Agatha Christie, Stephen King, Poe e muitos outros.

Já minha predileção pelas histórias de romance veio pelo simples fato de que eu acredito que tudo fica mais bonito quando o amor está envolvido. Eu vibro pelos casais, torço, sofro, shippo e suspiro a cada cena. Há escritores que criam romances tão bem escritos que passamos a acreditar em magia, mesmo que por um breve momento.

A primeira escritora que me fez vibrar desesperadamente por um casal foi a Danielle Steel. O primeiro romance adulto que li (sim, aos 12 anos de idade, levemente precoce) foi Relembrança, e eu ‒ com o perdão do trocadilho ‒ me lembro até hoje de Brad e Serena e do quanto eu sofri por esses dois.

Porém, foi quando eu descobri uma senhora chamada Nora Roberts que minha mente se abriu para outro tipo de história: heroínas determinadas, independentes, sensuais e mocinhos sedutores, fortes, protetores e cheios de malemolência. Ah, e os diálogos... tão bem construídos que me levavam aos sorrisos.

Foi quando eu conheci Nora Roberts que decidi que ali estava o estilo de literatura que queria fazer: romance misturado com suspense, os dois estilos que mais amo. Ah, e nada da mocinha submissa e dependente, bobinha e que se deixa ser pisada. Minhas personagens são também independentes, embora gostem de ter alguém que lhes dê colo e proteção em certos momentos. 

E foi desta forma que eu me vi construindo minhas próprias palavras e jogando meus sonhos no papel. Muitos outros escritores vieram depois, cada uma com seu estilo: Cassandra Clare, me apresentando seus mundos fantásticos que influenciam os toques de sobrenatural dos meus livros; Lisa Kleypas, com suas aulas de romance em cada página; Sidney Sheldon, com as reviravoltas; Sarah Addison Allen, com o jeito de contar histórias que poderiam ser reais com detalhes mágicos... e muitos outros.

Hoje, cada história que leio e que ganha meu coração me ensina um pouco. Por mais que eu tenha alguns anos de carreira (sete, para ser específica), eu aprendo todos os dias. Jamais serei pretensiosa em dizer que já me sinto segura o suficiente, porque cada lançamento é um frio na barriga diferente e cada um tem influências de cada leitura que faço. Cada um deixa suas marcas em mim, tornando-me uma pessoa diferente e uma escritora diferente. Cada um vai me transformando, aos poucos, na escritora que eu realmente quero ser.


Um comentário:

  1. Ahhhh! Que relato mais linda, Bianca!
    Retratar desde o começo, o início não somente da leitora, mas também da escritora, afinal penso eu, uma depende da outra para existir. Da construção do enredo que sim, teria a ver com suas paixões.
    Quem nunca leu Nora, Danielle e se jogou em suas fantasias ou romances.
    Bota referência nisso né?rs
    Adorei muito conhecer um pouquinho sobre a leitora, escritora e a pessoa que você é!!!
    Beijo

    Ah, mês aberto com chave de ouro!

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