Sair da Zona de Conforto Literário

Olá, pessoal. Tudo bem com vocês? 
Estou aqui novamente para comemorar junto com vocês os dez anos do Sempre Romântica. Aos que não lembram, eu me chamo José Mailson, sou estudante de Letras (agora pela UFC) e também escrevo para o blog Cooltural. Com as mudanças na rotina, o desenvolvimento e amadurecimento da criticidade, entre outras questões, é sabido que as preferências literárias também acabam sofrendo algumas alterações. Mas nem sempre essas se dão de forma simples ou indolor. Assim, este texto se propõe a elencar alguns pontos positivos (outros nem tanto) dessas mudanças, que só são possíveis quando nos permitimos sair da zona de conforto. 

Antes de qualquer coisa, será considerada “Zona de Conforto” aquela área comum (neste caso, literária) onde as características e sensações já são conhecidas e apreciadas por quem se vive. Assim sendo, esse “lugar comum” pode ser um gênero, temática, autor, tipo de narrativa, previamente experimentado. Mas como se chega nesse patamar sem que se haja experimentações? E é com este questionamento que elenco o primeiro ponto positivo: É só saindo da zona de conforto que é possível a ampliação do lugar comum. 

Poucas pessoas sabem, mas eu tinha sérios problemas com romances românticos (Chick lits) e/ou de época, especialmente por serem considerados “literaturas femininas”. No entanto, ao aceitar dicas de amigos e participar de eventos literários, pude conhecer autoras interessantíssimas como Julia Quinn, Lisa Kleypas e Brittainy C. Cherry, as quais me serviram de motivação para ler autoras clássicas como Jane Austen e as Irmãs Brontë. E foi assim que comecei a sair da minha zona de conforto e passei a encarar clássicos com mais naturalidade, mas sem abandonar minhas leituras contemporâneas. 

Assim sendo, o contato com textos “novos”, por assim dizer, permite-nos compreender mais a fundo as nossas preferências de leitura. Vale ressaltar que, sair da zona de conforto não significa abandonar o que se gosta e sim, dar oportunidades a outros escritos que eventualmente possam interessar. Nesse sentido, ao expandir o horizonte já vivenciado, o indivíduo desenvolverá um posicionamento crítico a respeito do que já lhe era sabido, refletindo não só quanto às sensações, mas também sobre a qualidade (de forma subjetiva) daquilo que se lia. Dessa forma, chegamos ao segundo ponto positivo: o desenvolvimento da criticidade. 

Podem-se encontrar inúmeras razões que levam uma pessoa a deixar a sua zona de conforto. Citando o meu caso como exemplo, o ingresso no curso de Letras me levou, por conta da grande demanda de leituras (sejam elas teóricas ou ficcionais), a conhecer novas obras, autores e temáticas, além de me aprofundar nelas. Nessa linha de pensamento, conversar com amigos, pesquisar sobre influências dos autores que gostamos, acompanhar blogs/canais literários de pessoas que admiramos, também podem facilitar o conhecimento novas obras e, consequentemente, reiniciarmos esse ciclo, onde sempre estaremos entrando e saindo dessa Zona que tanto assusta e conforta as pessoas.


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2 comentários:

  1. Mailson!
    Concordo em gênero, número e grau.
    Até entendo nossas preferências literárias e a facilidade de entendimento mais ágil e rápido ao ler esses livros, entretanto, por vezes, acabamos (eu acabo) me enjoando de determinado estilo, e por isso mesmo, gosto de ler de tudo e diversificar, afinal, só podemos 'criticar' se lemos, concorda?
    Bom ver que conseguiu superar sua dificuldade em relação aos romances e ampliou ainda mais seu horizonte literário!
    Desejo uma semana maravilhosa e florida!
    “Para saber uma verdade qualquer a meu respeito, é preciso que eu passe pelo outro.” (Jean-Paul Sartre)
    Cheirinhos
    Rudy

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  2. Olá, Mailson!
    Eu estou acostumada a ler um determinado gênero literário, é muito difícil eu sair embarcando de cara em outros temas. Eu mesma não leio suspense ou terror de jeito nenhum, meu coração pertence aos romances e todos os sub-gêneros dele. Porém, tenho pelana consciência de que acharemos algo que nos interessea onde menos esperamos, o dificil é me permitir ir além do que estou acostumada. Quem sabe um dia, né!

    Blog: Apaixonada por Romances “A leitura é uma porta aberta para um mundo de descobertas sem fim.”

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