Bound by Vengeance - Cora Reilly

Growl
Ele nunca tinha tido algo para si mesmo, nunca ousou sonhar em possuir algo tão precioso. Ele era o filho bastardo indesejado que sempre teve que se contentar com as sobras dos outros. E agora eles haviam lhe dado o que apenas algumas semanas atrás estava fora de seu alcance, alguém que nem sequer lhe permitia admirar de longe, uma de suas mais preciosas posses. Atiraram a seus pés, porque ele era quem ele era, porque estavam certos de que ele iria quebrá-la. Ele era o castigo dela, um destino pior do que a morte, uma forma de entregar o castigo final a seu pai, que tanto os tinha desagradado.
Cara
Ela sempre fora a boa menina. Isso não a protegeu.
Ela não sabia o verdadeiro nome dele. As pessoas o chamavam de Growl na cara dele, e de Bastardo por trás das costas. Ambos eram nomes que ele não poderia ter escolhido para si mesmo. Os olhos dele eram vazios, um espelho devolvia seu próprio medo para ela. Ele era uma mão brutal da Camorra de Las Vegas.
E agora ela estava à sua mercê.


Bem, e lá estou eu dando 4 estrelas nesse livro pra mostrar que não se pode colocar limites nas doideiras do mundo.
Quem diria que eu, com todo o meu recorrente chilique, iria gostar de Bound by Vengeance?

Mas que fique claro que relevei muita, mas muita coisa mesmo pra que isso acontecesse.
Sim, sou uma alma bondosa e condescendente. 

Tipo, a mocinha. 
Que trocinho mimado é aquele? O mundo desabando ao redor e a criatura preocupada com o que as amigas vão pensar ou com a perda da posição na sociedade ou o caralho que for?
Sem contar que o pai morre tragicamente na sua frente e a morrinha não tem sequer um trauma, remorso ou saudade que me convencessem o mínimo. Pelo contrário, ela simplesmente concentrou no pinto do mocinho e que se foda a merda toda.
Tudo bem que Growl tem uma considerável pujança fálica, mas um cadim de verossimilhança não mata ninguém.

Outra coisa: o amor instantâneo. 
Esse encosto me persegue. 
Deve ser castigo por aquela vez que, quando criança, enfiei o dedo na sobremesa que minha mãe fez, ficou um buraco, minha mãe percebeu, veio atrás de mim e eu culpei minha irmã que tomou uma bolacha na ideia pra aprender a não fazer mais isso.
Quem nunca?

Mas tudo bem. 
Aceito todas essa porcariada na história só porque Growl vale a pena. Essa minha quedinha por hominhos atormentados, caladões e cheios de trauma me induzem a deixar pra lá todos os dissabores.

Recomendo?
Sim, acredita?

;)

4 comentários:

  1. Olá, Tícia. Este livro já foi publicado aqui no Brasil? Consegui localizar na Amazon apenas o 1º livro.

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  2. Ai Tícia!
    Nem sabe o quanto precisava hoje de dar boas risadas e suas resenhas, sempre me proporcionam gargalhadas...kkkkk Obrigada!
    Que mocinha mais mimada e sem sentimentos, hein?
    Como o pai morre na frente dela e ela não tá nem aí? Tá pensando... naquilo...? Cruzes!
    Mas se o mocinho caladão vale a pena, claro que tenho de conferir, né?
    "...Aceite com sabedoria o fato de que o caminho está cheio de contradições. Há momentos de alegria e desespero, confiança e falta de fé, mas vale a pena seguir adiante..."(Paulo Coelho)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE AGOSTO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  3. Adoro suas resenhas! Eu também tenho quedas por homens quebrados e atormentados pelos fantasma do passado. E eu também gosto de meninas inocente, mas essa daí parece ser um pouco lerda e sem sentimentos!

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