Sete minutos depois da meia-noite – Patrick Ness

Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida.
A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido.
O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa. O monstro quer a VERDADE.
Baseado na ideia de Siobhan Dowd, Sete minutos depois da meia-noite é um livro em que fantasia e realidade se misturam. Ele nos fala dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para ultrapassá-los.

Ness, Patrick. Sete minutos depois da meia-noite. Tradução: Paulo Polzonoff Junior. Ribeirão Preto, SP: Editora Novo Conceito, 2017. 158p. Título original:  A Monster Calls.

Adoro sair da minha zona de conforto, e por isso ontem a noite decidi me aventurar numa história que me encantou pelo seu peso no drama. Conhecemos aqui um garoto que tem tudo para ser um solitário, sua mãe está doente, sua escola está mais para um inferno na terra, todos os tratam como se ele fosse invisível, e ele ainda é visitado todas as noites por um pesadelo, um mostro, que quer dele algo que ele não pode dar: a verdade.
Aí surgem as perguntas: que verdade será essa?, o que Conor tem que pode interessar tanto esse mostro?

A ideia principal desse livro não foi originado pelo autor Patrick Ness, e sim por Siobhan Dowd, uma escritora famosa que ao falecer deixou para trás os personagens e toda a ideia, a qual Patrick decidiu usar do seu jeito, criando uma história muito interessante, comovente, às vezes assustadora e esclarecedora, com certeza.

Fiquei deveras emocionada com o enredo do livro, com o carisma de Conor e sua profunda tristeza. Os momentos mais tocantes se passam entre ele e sua mãe, devo confessar que segurei para não chorar nesses momentos, até porque o autor não nos dá nenhuma certeza sobre a salvação dela, o que torna a história em algo profundo e sentimental.

Aí vem o ponto alto da narrativa: o mostro. Aqui  se percebe que ele aparece como uma criatura nos momentos em que Conor grita por ajuda, como se fosse uma grande metáfora, ou não. Só lendo o livro para entender.

Tudo na história: a situação vivida por Conor na escola, a maneira como o tratam, a aparição da avó que tem uma personalidade tão ressentida quanto Conor, a ausência do pai, e as aparições do mostro desencadeiam em Conor atitudes e ações que o fazem crescer ao longo da narrativa, e isso para mim foi um dos pontos altos de toda a trama.

Gostaria de salientar que esse é um daqueles livros, que apesar de não ter grandes reviravoltas, deixa o leitor preso à suas páginas. Entender o que se passa com Conor é o fio condutor que torna a história em algo inovador e tocante. 

Amei a edição da Novo Conceito, apesar de o livro ser curto a leitura flui muito bem, você lê sempre querendo mais e mais, e ao seu término fica a sensação de dever cumprido, uma satisfação impar.
Eu gostei bastante, e claro, recomendo.

4 comentários:

  1. Leninha!
    Quanto sofrimento Conor deve passar durante o período que relata o livro e não me assusta que o tal Monstro esteja ao lado dele para de alguma forma, ajudá-lo, mesmo que o assuste.
    E a doença da mãe dele... fiquei curiosa por saber se ela ficará ou não boa.
    Deve ser um livro de crescimento pessoal do protagonista.
    “Bendito seja eu por tudo o que não sei, gozo tudo isso como quem sabe que há o sol” (Fernando Pessoa)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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    1. Não te conto nada, Rudy. Você vai ter que ler para descobrir, rsrsr
      Bjs

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  2. Olá!
    Li esse livro esse ano e se tornou um dos meus favoritos.
    O tempo todo fiquei curiosa com as histórias que o monstro contava, por que ele aparecia e qual seria a história do Conor.
    O final é muito bem feito. Eu nunca choro lendo, mas esse livro deu um apertinho e quase chorei hahaha
    O Conor realmente sofre muito e o autor consegue passar bem toda tristeza dele.
    Fiquei feliz por você também ter gostado <3
    Beijos

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    Respostas
    1. Como não gostar, não é verdade?!
      Fico feliz que você tenha lido e apreciado a leitura também, bjs

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