Simplesmente o Paraíso - Julia Quinn

Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito…
Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista.
Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão…
Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisaria conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todo tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente?

Como colocar em palavras todas as emoções que senti durante a leitura de um livro?! Às vezes, essa pode ser uma tarefa dura, não porque a história seja complicada ou algo parecido, mas sim, porque ela foi de uma delicadeza ímpar, de uma simplicidade tocante e que me deixou nas nuvens.

Quem conhece a escrita de Julia Quinn sabe que ela não desaponta, ela conhece do riscado e escreve romance de época como ninguém. Sempre nos brinda com personagens bem caracterizados, bem-humorados, que agradam todos os gostos. E qual não foi minha surpresa em Simplesmente o Paraíso me deparar, pela primeira vez que eu me lembre, com um mocinho tímido, que não gosta de ser o centro das atenções e que fica sempre nos bastidores velando por nossa mocinha.

Esse é Marcus Holroyd, um homem que sempre foi um solitário, que foi acolhido pela família de seu melhor amigo Daniel como um membro querido e aqui com uma missão: proteger Honoria Smythe-Smith de pretendentes inadequados. Ele sabe que nenhum homem está à altura da nossa mocinha, uma mulher que prima pela família e que vê sua participação no Quarteto Smythe-Smith como uma tradição familiar, algo louvável e que ela adora, mesmo sabendo que sua música não é lá essas coisas — Quem já leu a série Os Bridgertons, sabe do que estou falando (risos).

Temos aqui um casal apaixonante, e que diferentemente dos livros da série Os Bridgertons, os encontros entrem os protagonistas não fervem, eles são puro acalanto. Honoria e Marcus são doces, sensíveis e vão se apaixonando durante um convívio inesperado. Os dois vão ao longo de toda a narrativa percebendo seus sentimentos, se conscientizando das emoções que sentem quando estão um ao lado do outro, sem grandes conflitos ou discussões.

Fiquei completamente apaixonada pela narrativa de Julia Quinn nessa história. Aqui se nota uma delicadeza e uma riqueza de sentimentos, o amor transborda nas palavras trocadas, nos olhares, nos pequenos toques e fica impossível largar o livro. É notável o nascimento do amor e perceptível na escrita primorosa que só Julia Quinn sabe fazer. Estou me coçando para iniciar a leitura do próximo livro da série, que felizmente já tenho aqui em minhas mãos.

Fica aqui minha recomendação: Leia Simplesmente o Paraíso e deixe-se levar por toda a sua doçura e seu encanto. Uma leitura leve, apaixonante e que deixa o leitor com gostinho de quero mais. 

6 comentários:

  1. Oi, Lena. Não há o que falar para ressaltar o quanto a Julia é maravilhosa e seus livros nos encantam. Estou eufórica para ler essa história, espero gostar também.
    Beijo. Leitora Encantada
    Participe do sorteio do blog e concorra a três livros

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  2. Leninha, ainda não li nenhum livro da rainha dos romances de época e estou muito animada para começar a ler " Quarteto Smythe-Smith", e eu amei o Marcus, ele é o meu estilo preferido de personagem. Esse romance da Honoria e Marcus parece ser aquele encantador, tão amáveis.
    Não vejo a hora de poder ler todos os livros <3

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    1. Um ótima opção para começar a ler Julia Quinn. Se joga mulher!
      Bjs

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  3. Leninha!
    Deve ser um livro bem delicinha mesmo de ler.
    Marcus percebe que ninguém é adequado para Honoria (que nome, hein? Afffeeee!), simplesmente porque no fundo, no fundo ele mesmo está apaixonado e a quer para ele, penso assim...
    Quero ler.
    “Saber de cor não é saber: é conservar aquilo que se deu a guardar à memória.” (Michel de Montaigne)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de MARÇO, livros + KIT DE PAPELARIA e 3 ganhadores, participem!

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    1. O engraçado Rudy, é que ele nem percebia isso, rsrsr
      Bjs

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