Breaking Her - R.K. Lilley

DESTRUIÇÃO. TRAIÇÃO. RUÍNA.
AMOR VERDADEIRO.

Esta é a conclusão da história de Scarlett e Dante.

SCARLETT
Ele fez de novo. Me devastou. Me queimou. Me quebrou. Me deu ar só para me deixar ofegante, contorcendo-me. Mas então algo mudou. Algo que me aterrorizou e excitou. Algo que absolutamente me destruiu. Algo que me fez inteira novamente.
DANTE
Nosso amor foi amaldiçoado desde o início. Ela não sabia, mas eu sim.
Tudo o que ela sabia era que eu tinha mentido para ela, a traído. Feito coisas imperdoáveis. coisas inevitáveis. Sim, eu tinha quebrado promessas, assim como tinha quebrado seu coração. Mas, assim como toda guerra tem baixas, e cada mentira tem consequências, todo bastardo tem suas razões.


Nota: linguagem de merda.

Bem, antes de começar a falar sobre Breaking Her, algumas considerações:

- Se eu cismar em ler de novo outra história tensa como essa, pago 100 conto pra cada bem intencionado que me chutar em praça pública;
- R.I.P. meu sistema nervoso;
- R. K. Lilley: ou é você ou sou eu nesse mundo. Vamos resolver isso lá fora.

Isto posto, o que mais posso dizer?
Que demorei semanas pra ter coragem de ler esse livro porque sou fraca e covarde pra histórias notoriamente desgraçadas?
Que estava o tempo todo numa tensão doida, esperando uma iminente e tradicional avacalhação com os mocinhos porque a razão de viver da autora é foder com a vida dos dois?
Que meu emocional foi pro saco?

Não sei quanto a você, mas quando terminei de ler Breaking Him, eu estava uma merda. Puta que pariu pra tanta judiação, viu? O sofrimento que esses mocinhos tiveram foi uma afronta a minha saúde. Devo ter envelhecido uns dez anos.

Daí, como sanidade é para os fracos, ao invés de largar essa porra pra lá porque só causa agonia, eu fui atrás da continuação. Pra que uma vida literária serena se eu posso ter uma 100% descompensada?

Bem, como já imaginava, Breaking Her foi outra aflição. Aqui, os mocinhos estão no mesmo esquema de amor e ódio do primeiro livro, porém, as coisas tomam outro rumo na metade em diante porque Scarlett FINALMENTE fica sabendo todo o segredo que descarrilou o relacionamento dos dois.

Nesse momento, eu me irritei porque foram páginas e páginas de enrolação. Ao invés de revelarem logo o que diabos aconteceu no passado, os mocinhos ficavam naquele tipo de papo abstrato em que se fala sem falar porra nenhuma. Adivinha quem sobrou? Adivinha quem quase teve um troço de curiosidade? Adivinha quem nem queria saber mesmo?

Bem, mas no final das contas, tudo se revelou. Caralho. Só posso dizer isso. E também: Dante... loviú. Pra mais de metro.

E eu sei que muita gente se revoltou com a Scarlett porque ela realmente foi uma vaca em grande parte do tempo, fez uma cagada atrás da outra e merecia uma coça de bambu ao invés do Dante, mas... eu entendi cada uma de suas ações condenáveis, cada parte de sua personalidade difícil e cada decisão péssima e errada.

Sério. Não vou ficar aqui defendendo a criatura, só dizer que adorei essa mulher por toda a sua humanidade.

E não sei se quem leu achou o final meio xoxo. Tudo bem que xoxo é uma palavra que minha mãe usava e claramente foi riscado do vocabulário popular, porém, não espere de mim alguma sensatez linguística depois desse livro.

Mas o que o final tem de tão xoxo assim? Bem, depois do inferno que foi a vida dos mocinhos, eu queria coisas retumbantes pra compensar tanta desgraça, sei lá. Mas foi tudo tão... civilizado, bonitinho. Acho que os dois (e eu) merecíamos um final mais épico.

Ah, quem saber? Vou reclamar, não.Vai que a autora – num acesso de doidice – cisma e me faz um terceiro livro e fode com tudo de vez?
Não tá mais aqui quem falou.

Linda/triste/trágica/humana/insana/saudosa história de amor.

Recomendo?
Ôxi!
;)

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