Entrevista com o Autor: M.S Fayes

Esta é uma entrevista duplamente especial: primeiramente, porque foi feita pela dupla Leninha e Laís em conjunto! Em segundo lugar, porque se trata de uma autora muito querida que conhecemos pessoalmente na Bienal do Rio de 2015, antes de descobrirmos que somos todas moradoras de Brasília! Vamos saber um pouco mais sobre a Martinha e sobre seu romance “O Retrato da Condessa”?

Sobre a Martinha:
M.S Fayes é uma escritora típica de romances. Antes de ser escritora, ela é uma leitora voraz. Da leitura e múltiplos momentos de insatisfação com determinadas cenas, surgiu a vontade feroz de criar suas próprias histórias e determinar os destinos de seus personagens.
Quanto à biografia da pessoa? Ela é como toda mulher comum. Filha, esposa, mãe, dona de casa, fisioterapeuta por amor, professora de dublagem, desenhista, blogueira, tatuadora e escritora. Eu sei... ela reúne alguns itens aí que são um pouco incomuns, mas o que vale é que sua grande paixão é escrever. E escrever pra vocês!

1. Fisioterapeuta, blogueira, professora, desenhista e escritora. Mulher, mãe, esposa. Poderia nos explicar um pouco de você, e desses seus muitos talentos? Como é a Martinha nas horas em que não está escrevendo?

Eu sou um pouco pilhada... nem sei se dá pra reparar neste detalhe... hahaha... Inclusive eu tenho que trabalhar em um ritmo frenético sempre, mesmo que eu fique esgotada. Quando eu diminuo minha pilha eu acabo ficando doente. Então... Eu sou ligada na tomada por quase 24 horas...

2. Você se tornou, recentemente, uma diva da Qualis, ao publicar “O Retrato da Condessa” por essa editora. Como está sendo a experiência?

Está sendo fantástica, até mesmo porque o livro O Retrato da Condessa acabou sendo um sonho tornado realidade. Eu sequer tinha pretensões de vê-lo impresso em minhas mãos, e com a Qualis tive essa oportunidade. E te digo que chorei quando peguei o livro pela primeira vez na Bienal...

3. Além de “O Retrato da Condessa”, você já escreveu outras obras, inclusive a Trilogia da Lei. Poderia falar um pouco sobre essa série?

Meu primeiro "filhote" literário na verdade é um livro YA, chamado Tapete Vermelho. Foi minha incursão como escritora. Foi a partir dele que fui testando os mares e me atrevendo a escrever mais.
A Trilogia foi uma grata surpresa que surgiu de uma brincadeira entre uma amiga e eu. Estávamos malhando das mocinhas dos livros que estavam bombando na época e resolvi que faria uma mocinha inteligente sem ser idiota. Daí surgiu a Kate.
Fui sempre tomando aulas jurídicas para criar as estruturas dos diálogos, já que a trilogia se passa no universo do Direito.
Foi minha primeira experiência real em escrever uma série. É complexo até. Eu sou mais de escrever livros únicos, mas calhou que as outras amigas da Kate mereceram um livro próprio. E seus respectivos bofes também não deixam a desejar.


4. Notei que sua escrita é bem leve, sem muitas pretensões. Você se considera uma escritora romântica incurável ou se arriscaria em outro tipo de gênero?

Sou extremamente romântica e vinculada com livros de banca, com os quais cresci e aprendi a amar o mundo dos romances. Então, a inspiração e a influência saem dessa vertente. Prefiro escrever romances leves e sutis, sem cenas apimentadas ou dramaticamente exaustivas. Podem me classificar de escritora "florzinha"... Sou eu mesma...

5. Quais são seus próximos passos e projetos, Martinha?

2016 deve estar saindo um romance YA pela Pandorga, então estou super empolgada com ele. Também tenho alguns projetos que pretendo finalizar, talvez lançar outros independentes. Quem sabe dar um livro ao pirata Eric Longham, do livro O Retrato da Condessa... e por aí afora...

Sobre “O Retrato da Condessa
Ela não sabia o que o destino lhe reservara. Ele não imaginou o que o futuro lhe traria. Num encontro casual, Laura e Vincent veem suas vidas mudarem drasticamente. Passado e futuro se juntam de maneira espetacular, em um amor atemporal. Quando Laura viajou com suas amigas para um hotel charmoso em Londres, não esperava se deparar com um homem elegante e de porte aristocrático em seu quarto. Se Vincent Kildare, Conde de Lilwith, conseguisse usar apenas uma palavra para descrever os eventos que vivenciou, certamente seria “inacreditável”.

1. Em o "O Retrato da Condessa", você explica que, inicialmente, sua obra não seria escrita no formato de um romance. Pode nos explicar um pouco sobre o processo de criação do seu livro?

Tudo começou assim: Eu fiz uma divagação no meu blog, falando sobre as roupas de época e tudo mais. Num determinado momento de discussão, surgiu a ideia de que um lorde do passado ficaria meio pirado com as roupas do nosso século. Lembrei inclusive que só havia um filme que mostrava algo assim, com um personagem do passado vindo para um futuro. A grande maioria é sempre alguém retornando ao passado e por aí vai...
O filme é o "Kate e Leopold". Daí falei para as seguidoras do blog: " vou escrever um conto e ir postando capítulo por capítulo." ( Veja que nem sequer existia plataforma de Wattpad, hein?).  Daí surgiu o conto, parte 1, Breve Conto de Martinshire Place. Eu sempre colocava nomes de leitoras que comentavam, homenageando-as de alguma forma no decorrer da história. Quando finalizei este conto, as leitoras pediram mais. Daí veio a parte 2, Relatos Insanos da Condessa de Lilwith, onde eu mostrava como a Laura estava se adaptando ao passado de seu Conde Delícia.
Somente em 2015, resolvi unificar os dois e montar um único arquivo, criando outra estrutura e renovando algumas coisas aqui e outras acolá. Daí surgiu O Retrato da Condessa. Eu iria lançar no Amazon e quando paguei uma amiga capista para que fizesse a capa ideal, ela pediu para apresentar o livro à Qualis.
A editora Qualis comprou a ideia e hoje eu posso folhear meu livro e cheirar sempre que eu quiser matar saudade...


2. Romances de Época estão voltando com tudo agora. No entanto, escrevê-los exige pesquisa sobre a época que será abordada. Como você realizou as pesquisas necessárias para "O Retrato da Condessa" e que dicas daria para outros autores que queiram escrever romances históricos ou romances de época?

Então... cara... google é o melhor amigo do escritor sempre... fico pensando nas autoras precursoras que tinham que fazer suas pesquisas de outra forma que não com o fácil acesso que temos hoje com toda espécie de informações.
A pesquisa deve envolver mapas da região, utensílios, vestuários, linguajar, processo histórico vigente... e muita, muuuuuita leitura de vários romances de época.

3. Você criou personagens bem caracterizados e que são passíveis de erros, personagens que a gente vê muito no nosso dia a dia. Você se inspirou em pessoas reais para criá-los?

Na verdade não. As pessoas costumam identificar muitas características minhas em algumas personagens, mas acho que isso é feito sem eu sequer me dar conta. Eu deixo a personalidade de cada um fluir de acordo com a evolução da escrita. Não traço um perfil antes. Eu vou deixando ele sair...

4. Laura e Sissi são mulheres bem características da época a qual pertencem; Laura com seu modo despojado e sem pudores; e Sissi que tem como único objetivo se casar e usa artimanhas para conseguir seu intuito. A pergunta que não quer calar: Tem alguma coisa sua em alguma delas?

Ahhh... essa é fácil. Eu sou totalmente team Laura. Muito de mim está na Laura, no jeito vivaz de ver a vida, na impetuosidade e no fato de ver piada em tudo.

5. Você criou dois personagens masculinos perfeitos, Vincent e Eric. Fale-me um pouco de onde veio a inspiração para criá-los.

Eu criei o Vincent baseado na personalidade de vários mocinhos de época que eu tanto aprecio. Libertino, durão, ríspido até. Um cara muito centrado e que precisa ter seu mundo balançado de ponta a cabeça para mudar um pouco a rigidez com que vive.
O Eric foi ideia do meu marido que sugeriu criar um personagem que balançasse as estruturas do Conde, colocando certo medo de competitividade pelo coração da mocinha. Daí nada melhor que um pirata destemido e marrento, que de alguma forma ainda consegue ser um cavalheiro.

Então é isso pessoal, espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essa autora tão querida, nacionalíssima e amiga do blog Sempre Romântica.

8 comentários:

  1. Eu adorei conhecer um pouco mais dessa autora! Hihihi
    Obrigada, Leninha e Laís! Por serem umas fofas e pelo apoio sempre!

    Bjuuu

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    1. De nada queridaça, as portas do blog estarão sempre abertas para você e para os autores nacionais e suas obras.
      Bjs

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  2. Leninha!
    Gostei muito de conhecer a autora e todas suas obras.
    É tão bom poder acompanhar o processo criativo de um escritor.
    E saber que a autora é 'pilhada' foi demais... Quando trabalhava era assim também, agora sou só descanso...kkkk
    “Saber é compreendermos as coisas que mais nos convêm.” (Friedrich Nietzsche)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Top Comentarista fevereiro, 4 livros e 3 ganhadores, participe!

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    1. É sempre um prazer saber mais sobre os autores e seu processo criativo, dá para ver o quanto eles diferenciam um do outro. E acabamos aprendendo um pouco.
      Bjs Rudy!

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  3. Olá,
    Tive a oportunidade de conversar com a Martinha quando tentava comprar os demais livros da Trilogia da Lei.
    Fiquei encantada com a entrevista deste blog, pois, mesmo com esta quantidade enorme de atividades, ela foi extremamente delicada e dedicada no meu rápido atendimento.
    Tenho um motivo a mais para continuar admirando a sua pessoa e seus livros.
    Bjs,
    Helmar

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    1. A Martinha é um amor mesmo Helmar, merece toda a nossa admiração.
      Bjs

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  4. Sinceramente não conhecia autora, mas fiquei curiosa em ler sua trilogia, nunca cheguei a ler algo do tipo (que eu me lembre), gosto dessas entrevistas pois sempre conhecemos o autor de uma percepção diferente.

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  5. Olá, Leninha!

    A Martinha faz tudo mesmo! Fiquei até pasma em saber que ela também é professora de dublagem, já que também aprecio o desafio que é traduzir um texto para ser encaixado nas falas que originalmente foram feitas em outro idioma.
    Antes, eu só conhecia a Trilogia da Lei , com aquela capa super hot de Absoluto . Mas os livros dela são como a vida dela: de tudo um pouco.
    E esse Retrato da Condessa parece ser muito bom. Ela conseguiu pegar uma ideia que só tinha nos filme e a tornou num romance incrível.

    Um abraço!

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