Apenas um dia - Gayle Forman, por Laís

A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.

Livro:
Paris é uma cidade que encanta, que permeia os sonhos de muitos viajantes (ou pretendentes a viajantes) românticos. Lembro-me que, quando fiz a minha primeira viagem à cidade, saí de lá com uma meta: teria que aprender aquele belíssimo idioma, e falaria francês com orgulho (mesmo que com sotaque fortemente estrangeiro) quando retornasse. E eu sabia que retornaria. É impossível deixar Paris sem um gostinho absurdamente desesperador de “quero mais”.

Cumpri minha meta, mas aquele sentimento de saudade, aquela sensação de “quero mais” nunca nos deixa. Porque não há uma Paris: há infinitas, e cada dia, cada momento, cada novo bairro, cada novo café, lhe traz lembranças diferentes, facetas diferentes dessa cidade maravilhosa. E novas razões para visitá-la mais uma vez...

No entanto, muitos livros e filmes retratam a Cidade Luz com muitos clichês, com uma superficialidade irritante que extrai boa parte do charme parisiense. Felizmente, há as deliciosas exceções. No cinema, meu filme favorito com a bela e inesquecível capital francesa é Antes do Amanhecer. E, na literatura, o livro “Apenas um dia”, de Gayle Forman, não deixa a desejar.

Percebe-se claramente que a autora não se conformou em fazer uma pesquisa profunda sobre a cidade. Não: Gayle Forman, para meu deleite, se preocupou em passar aos seus leitores a alma de Paris.

A aventura romântica em que Allyson embarca – por apenas um dia – é transformadora. Mais do que o sentimento avassalador por um completo desconhecido, um holandês chamado Willem, Allyson fará uma jornada de autoconhecimento. E, desejamos ansiosamente ao longo do livro, nunca mais será a mesma garota que seus pais esperam que seja. Agora, ela deverá descobrir quem é a pessoa que ela quer ser. E, a meu ver, essa é a beleza de “Apenas um dia”: não é sobre Paris em si, mas como Paris pode revolucionar sua vida... Se você souber desfrutá-la...

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Laís é autora do livro Primeiras Impressões, uma adaptação moderna de Orgulho e Preconceito.


14 comentários:

  1. Muita gente falando sobre o livro, ainda mais que agora saiu o segundo ne?!
    Bom, eu ainda tenho as minhas dúvidas se vou ler ainda, um livro com final aberto me deixa doida! E já me falaram que o segundo livro não é exatamente uma continuação e sim uma releitura do primeiro, mas na visão do Willem. E tem o terceiro livro que parece que fecha as pontas soltas, mas ainda não chegou no Brasil.
    O livro ter como Paris, o cenário perfeito, é bem interessante. Pelo que vc falou não é sobre Paris em si, mas como Paris pode revolucionar sua vida.
    Bom, vou ver se eu vou ler o livro, realmente não animei tanto assim.

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    1. Oi, Suzzy. De fato, é um livro um pouco lento, mas muito bonito. A autora desenvolve bem os personagens, em especial a protagonista. Fala de temas que causam muita empatia em todos nós: quem já não teve dúvidas sobre o que desejava fazer o resto da vida? Que profissão seguir? Aonde estudar? Enfim, apesar de ter achado o ritmo da obra meio lento, gostei bastante da temática e, em especial, da cidade escolhida para começar tudo...

      Beijos

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  2. Adorei a proposta do livro! "Antes do amanhecer" também é um dos meus filmes favoritos, e Paris é a cidade mais bela que já conheci. Como não gostar de um romance que se passa na capital francesa? É quase impossível!!
    beijinhos,

    Patrícia Baikal

    www.palavrasdebandeja.com.br

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    1. Oi, Patrícia!

      Como coloquei na resenha, é um livro um pouco mais lento do que aqueles a que estamos acostumadas. Por outro lado, seus personagens são muito bem desenvolvidos, e as cenas em Paris são deliciosas!

      Bjos

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  3. ai ai ai.. tantos livros pra ler que nem sei por onde começar. Acabei de baixar ate e os outros 2... pq se tem continuação fica divicil ler so o primeiro... sempre baixo logo tudo de uma vez....

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    1. Oi, Bianca!

      Honestamente, preferi o primeiro, por conta da novidade em relação ao enredo, da personagem feminina (Allyson), que eu adorei, e, é claro, por causa de Paris! O segundo também é legal, especialmente porque há mais viagens, no entanto achei-o um pouco monótono...

      Beijos,
      Laís

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  4. Um dos muitos benefícios que a leitura nos proporciona é viajar sem sair de casa, através dela conhecemos lugares, pessoas, culturas completamente diferente das nossas.
    Há autores que retratam os lugares de uma forma mágica, nos dando a impressão de que estamos naquele lugar, como é o caso da Gayle, é por isso que gosto tanto da escrita dela, ela escreve de forma simples mas cativante; seus personagens estão sempre em constante mudança. Espero poder ler esse livro em breve e conhecer através da Gayle uma Paris real. O único motivo que me impede de pegar Apenas um dia - que está me esperando aqui na minha estante - e começar sua leitura é saber mais ou menos como termina Apenas um dia e Apenas um ano, decidi esperar - torço desesperadamente que isso aconteça - publicaram a continuação, que é o volume 2.5 pois quero ler os três um atrás do outro. Quero conhecer a jornada de autoconhecimento da Allyson...
    Te desejo, Laís, que você conheça uma nova Paris a cada viagem que você faça a ela, que esse fascínio por ela nunca se acabe.
    Bjos!

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    1. Oi, Any!

      Gostei da sua estratégia, faz todo sentido! :-) É mais interessante ler todos os livros da série seguidos, para que não se esqueça dos acontecimentos. Desejo-lhe uma deliciosa leitura!

      Bjos,
      Laís

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  5. Mais do que nunca quero ler esse livro.

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  6. Oi Laís, pude sentir nas tuas palavras a tua paixão pelas "diversas" Paris, um país de fato encantador e que nem sempre é retratado como ele é em sua realidade. Isso infelizmente acontece, mais acredito não ser uma exceção. Por exemplo, o Brasil na maioria das vezes é retratado de um jeito não tão condizente com a nossa realidade lá fora, concorda? É sempre usado um esteriótipo que sinceramente me cansa.
    Sobre o livro, acredito que tanto a Allyson como Willem devem viver situações lindas nos momentos em que eles descobrem Paris e acho que a autora soube descrever bem as paisagens e localidades (pelo que pude ver na tua resenha). Além disso, acho que a autora deixa uma mensagem de que é bom as pessoas seguirem seus sonhos e que, de uma certa forma, existem pessoas e momentos (por mais curtos que sejam) que podem mudar a maneira como encaramos o mundo. Só não gostei desse final em aberto, não gosto muito de livros assim, prefiro aqueles que terminam redondinhos, com epílogos e tudo. kkkk

    Bjus

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    1. Nathalia,

      você pegou na minha ferida. Ser dar spoilers, também devo admitir que ainda estou em dúvida se gostei ou não do final. No entanto, foi um livro cuja protagonista, Allyson, me fez refletir muito. Quem não passa por momentos de dúvida? Momentos em que você se questiona se tomou a decisão correta? Momentos em que você nem sequer sabe direito quem você é?

      Beijos!

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Laís!
    Já li esse livro e gostei demais porque quando Shakespeare está envolvido, não tem como não absorver toda a essência do livro.
    Uma aventura emocionante a vivida no livro.
    Já ouvi dizer que a continuação é na visão de Willem que perde a memória.
    Ansiosa por poder ler.
    Semaninha de luz e paz!
    “Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...”(Chico Xavier)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participe no nosso Top Comentarista!

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    1. Oi, Rudynalva!

      Penso exatamente como você. É um livro com belíssimas referências, e nenhuma delas é colocada ali acidentalmente ou de forma leviana.

      Beijos,
      Laís

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