Para cada leitor um livro... Histórico.


Hoje teremos a presença ilustre da equipe do blog Romances in Pink falando de um tema maravilhoso, os romances históricos.
Queridinhos de muitos, eles nos brindam sempre com belas histórias de amor. Vale a pena conhecer um pouco mais sobre um assunto tão apaixonantemente encantador.

Seja bem-vinda Romances in pink!

Quando a Leninha convidou o Romances in Pink para participar deste mês comemorativo, eu pensei logo em fazermos um artigo sobre o romance histórico, pois o tema é uma unanimidade dentro da nossa equipe, há uma identificação, uma paixão. No entanto, vale um alerta logo neste início, pois não vamos falar sobre os livros de ficção histórica, mas sim daqueles com um enfoque totalmente romântico, representantes de um subgênero de época dentro da literatura romântica moderna.

A ideia inicial era que cada membro fizesse um texto, assim os juntaríamos aqui, mas aí veio a nossa queridíssima Lizzy e essa sua facilidade invejável com as palavras. Ela conseguiu com a sua escrita resumir tudo o que sentíamos, tudo mais que poderíamos acrescentar seria uma repetição de fatos, pensamentos e sensações. Então a dinâmica do texto mudou, deixaremos a defesa de gênero proposta por nossa anfitriã com ela. Após essa divagação, vamos citar alguns livros de leitura obrigatória para você que curte o gênero, ou para você que desconfia dele, mas que quer dar uma chance para um universo literário novo

Minha afinidade e encantamento com o romance histórico é imensa, e nem mesmo as falhas apontadas por aqueles que criticam veemente o subgênero em questão são capazes de me demover da posição de fã incondicional e fanática. Isso ocorre por vários motivos, eu não poderia dizer exatamente quais são as razões que justificam a minha paixão, mas vou tão somente enunciar os pontos que me atraem.

Um dos pontos mais atrativos do gênero é que qualquer coisa pode acontecer, como em um conto de fadas, o céu é o limite. Para alguns leitores, essa é a parte menos convincente do subgênero, afinal, como levar esse disparate a sério? Ocorre que nesse universo, o amor não tem restrições, e o ser humano é capaz de ver além da sujeira, dos trapos, da beleza. O príncipe se apaixona pela plebeia, o duque casa com a governanta, e assim por diante. O leitor acompanha esse ritmo, como uma epifania, e a fantasia se firma no subconsciente como uma endorfina, é como um passeio frenético pelo mundo das maravilhas e uma pausa refrescante da realidade.

As heroínas do gênero normalmente são prisioneiras de sua posição social, no entanto, como foi dito, nesse contexto, tudo é possível. Por isso, é cada vez mais comum encontrarmos nos livros heroínas que se rebelam com seu papel na sociedade e que atuam em desacordo com o que se esperam delas, desafiando a regra geral do comportamento doce, plácido e feminino. Assim, elas variam entre educadas, carinhosas e femininas a mulheres excêntricas, manipuladoras, ou mesmo uma combinação de ambos. Em qualquer caso, seguindo ou não os parâmetros esperados, é preciso um herói muito especial para colmatar as suas defesas e deixá-las encontrar a felicidade. Assim, houve uma considerável evolução nos enredos, e facilmente encontramos heroínas não convencionais, onde o final feliz é apenas um passo à frente.

Os heróis... Eu ouso afirmar que os históricos românticos estão repletos de heróis over the top, amados por suas leitoras vorazes, um dos aspectos mais atraentes desse subgênero. Eles, regra geral, são machos alfas dominadores, sensuais, por vezes torturados (esses são sempre os que mais me atraem), cuja jornada para o amor tende a ser convincente, angustiante e absolutamente comovente. Clichê?  Sim, porém uma fórmula que funciona e que é copiada e reformulada, ou melhor, ganham uma nova roupagem em outros gêneros, sejam eróticos, contemporâneos, sobrenaturais, entre outros. Por exemplo, alguém já imaginou o Zsadist de uma forma diferente do que ele é apresentado na série A Irmandade da Adaga Negra? Um herói torturado, cuja redenção é o próprio amor? Eu não...

Quanto aos enredos, estes estão cada vez mais diversificados, mesmo que encaixados com os costumes e regras da época em que são ambientados, sendo este mais um ponto positivo. Dessa forma, variam entre contos melancólicos, extremamente românticos ou por vezes com uma atmosfera sombria e opressiva, ou mesmo sensual. Todavia, na maioria são histórias enganosamente iluminadas, pois normalmente há uma profundidade sombria por trás do brilho do aparente conto de fadas. Por isso, as autoras desse subgênero cada vez mais enfatizam os diálogos e criam cenários históricos que parecem acessíveis, povoados de personagens os quais podem ser imaginados em qualquer período de tempo.

Enfim, os aspectos anteriormente destacados ao se aglutinarem refletem um subgênero literário que é constantemente reinventado e, sem dúvida, serve de molde e inspira os demais gêneros, cujo mote tenha o amor e o relacionamento afetivo como pano de fundo, com direito a final feliz, sempre que possível.

Lizzy

Ficou interessado? Quer experimentar? Segue uma lista de leituras obrigatórias no gênero.

1 - Livros não lançados no Brasil. Resenhas AQUI.

2 – Livros publicados em território nacional. Algumas resenhas você encontra AQUI.

Romances in Pink.

11 comentários:

  1. Oi Lizzy!
    Linda sua resenha, você sobe exprimir exatamente o que sinto, e eu amo esse subgênero.
    O ruim e que as editoras brasileiras, não dão o devido valor a esse subgênero que é tão explorado lá fora, e na minha opinião quase o melhor de todos rsrs. Ainda sonho o dia que nossas livrarias terão varias opções de subgênero, e não termos que comprar lá, fora, por enquanto isso ainda é só um sonho.
    Bjs

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    1. Obrigada Paty,
      Pois é, eu queria que esse tipo de livro fosse mais valorizado pelas editoras, e não ficasse tão restrito ao formato de banca. Existem autoras sensacionais, felizmente agora encontramos Julia Quinn, Lisa Kleypas, mas é pouquíssimo, merecemos mais, não é mesmo rs Bjs

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  2. Oi povo do Romance in pink,
    oi Lizzy,

    alto lá!!!! Vc falou do Zsadist? Só de falar no hômi eu já me espalho. É um troço involuntário.
    Tb adoooooooro esse tipo de história e da lista dos não publicados, já li alguns que gosto muitíssimo. Eu só acrescentaria o Something Wonderful, da Judith McNaught. É um disparate ele não ter sido publicado aqui, não me conformo com isso.

    Lizzy, viajei no seu texto. kkkkk

    bjoooooooo procês

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    1. Tícia, pois é, se adaptássemos o visual do Z aos mocinhos dos históricos, ele se enquadraria certinho, nossa, com cicatrizes e tudo! rs, eu também amo esse personagem, totalmente inesquecível.
      Sobre a Judith, pois é, um absurdo, porque a Judith é uma das minhas divas, devo a ela momentos memoráveis e leituras inesquecíveis.
      Beijokas

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  3. Meus books do céus!

    Que maravilha! QUe presentão!!!
    Amo de paixão os Históricos, talvez porque tudo pode acontecer ou porque podemos viajar mais longe ainda.

    Amei as dicas de leitura para a gente relembrar e pra ler tb! Procurei logo o Lobao!

    bjo

    10!

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  4. Amo romances históricos... Os cenários onde se passam as tramas me cativa e encanta, geralmente os enredos são bem elaborados e nos envolvem totalmente com a trama, nos fazendo vivenciar as emoções dos personagens, e o que mais me fascina é o jogo da conquista, aquela expectativa quase me mata!!!! E algumas histórias são tão comoventes.....É uma pena que não temos tanto acesso aos históricos e os poucos que foram publicados por aqui, na sua maioria, já estão esgotados. É um inferno!!!!!

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  5. Perfeito o seus texto Lizzy, amo esse gênero, são os tipo de livros que deviam ser usados em terapia..rssr...apaixonantes, muitas vezes divertidos e sensuais, adoro o jogo da conquista e os diálogos espirituosos.
    Pena que seja tão pouco valorizado no nosso país, mas acho que isso começou a mudar um pouco, a Arqueiro está provando isso.
    bjs

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    1. Obrigada Josi, como sempre vc é muito generosa nos seus comentários. Bjs

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  6. Olha, eu era uma pessoa que tinha os DOIS pés atrás com os romances históricos. Daí, algumas amigas me recomendaram livros da Julia Quinn, Lynsay Sands e Candace Camp, e esses livros mudaram quase que totalmente a minha forma de enxergar os históricos. Antes, eu nem sonhava em pegar um pra ler (pelo menos não de livre e espontânea vontade, hehe), mas agora, leio numa boa. E os amo! Julia Quinn se tornou minha autora favorita, ao lado da Diana Palmer. Vez ou outra ainda pego um histórico que tem aquela coisinha que me deixava reticente sobre eles, mas no geral, eu curto muito! Afinal, nem todos os contemporâneos são perfeitos tb, não é verdade?! Hehehe!!!

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    ROMANTIC GIRL

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  7. A Lizzy tem uma clareza na escrita ímpar. Porém, esta clareza não envereda para a aridez, de jeito nenhum. Quando leio as resenhas que ela faz, vou com fé comprar o livro porque ela sabe o que é bom, e extrai das estórias lidas muitos pontos que eu mesma não consegui detectar. Quero agradecer a Lizzy e a todas vocês por nos presentear com um blog tão bacana. Beijo.

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    1. Oi Maria, que legal encontrar vc por aqui. Obrigada. Tenho saudades das nossas conversas empolgantes sobre os livrinhos, é sempre um prazer compartilhar boas leituras com vc. Beijão!

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