Uma coluna para chamar de minha, com Vivi Lima

Estou mal de leituras.  Elas empacaram em algum ponto do percurso por onde transita o meu desinteresse. Não consigo mais achar nas histórias um lugar aonde repousar a minha curiosidade e atenção. Ao que parece, os romances foram para um retiro bem afastado de mim.

Até consigo achar os livros interessantes ao pesquisar as sinopses e os comentários de uma quantidade vasta de leitores. Mas, nada de sentir-me na mesma frequência dos aficionados e das histórias que estou lendo. Tenho total consciência de que tais livros não são ruins. No fundo, sei que não estou a desgostá-los.  É um problema de sintonia. Meus pensamentos devem estar fora dessa órbita. Ou algo do tipo.

Pois é. Minha alma não tem endossado muita coisa, não.  Essa literatura feita de modinhas também não tem ajudado. Uma repetição ad-infinitum dos mesmos temas, narrativas e conflitos, tudo com certa maquiagem marqueteira que, creio eu, não engana a ninguém. No que tocante mim, quando os leio é mais por inércia do que por ignorância. Fora que minha mente anseia outras paragens. Quero leituras de substância. Gosto muito de romances, mas a leva que tem saído deixa a desejar quando cai no círculo vicioso das fórmulas de sucesso. O meu gosto é pelo inesperado, pela surpresa, pelo original.  Por isso, abandonei sem dó muitas séries e autores que vivem de ocasião e oportunidade subestimando a minha inteligência. Para não sucumbir de inanição literária, quero ler os autores compromissados com o ideal de escrever bem feito além das demandas mercadológicas.

Mas, não é só isso. Para ser justa, existe ainda outra razão para o meu desinteresse generalizado, digamos assim. Tenho me deixado levar pelos automatismos dessa época.  O que tem me desconcentrado pra caramba. Onde foi parar o meu sentir? O que fiz com a minha capacidade de enfrentar-me a mim mesma com os meus medos e inseguranças, tristezas e fracassos? E o que tais perguntas têm a ver com leitura? Explico. É quase sempre assim: se estou ansiosa, enfadada, triste, ato contínuo, vou ler um livro para ver se passa.  Ver tv ou, se estiver desplugada, comer ou dormir. No fim, dá tudo na mesma. Em suma, tenho usado os meus prazeres para poupar-me dos problemas.

Sinto-me mal por tratar uma das minhas alegrias de uma forma tão displicente. Antes que me interpretem mal, não me sinto culpada por não ler ou interromper um ciclo de leitura. Não é isso.  Estou me responsabilizando por essa falta: a de usar os meus prazeres contra mim mesma.  No caso do meu amor aos livros, dói-me vê-lo subjugado pelos fardos que insisto em carregar. Não quero usar os livros como desculpa para fugir de uma realidade ruim. Pois, assim que deitar o livro na cabeceira, a mesma realidade estará à espera de um acerto de contas.  Isso quando o problema, tomando parte no que não lhe diz respeito, resolve aparecer escancarado no meio da página.

Ao menos para mim, a graça de ler está em ver os detalhes e apreciá-los. Para isso, como tenho dito sempre aqui, é preciso corpo e alma presentes. Quando se adentra em um universo ficcional é preciso fazê-lo por inteiro, munido da vigilância dos sentidos.  Em concordância com o escritor norte-americano, Henry James, os romances existem justamente para não se transformarem em substitutos da vida. Ou numa fuga dos problemas.

Quer saber? De repente, penso ser uma boa ler-me a mim mesma e as situações nas quais estou envolvida antes de tornar o ato de ler, e em sentindo amplo, de viver uma total furada. Creio que as minhas futuras leituras e os demais dias do resto da minha vida esperam isso de mim. Talvez, eu seja mesmo um tipo de leitora diferente da maioria. Para mim, os livros são refúgio somente quando estou bem. Então, ficamos assim: a ordem do dia de hoje e de amanhã é consciência aqui e agora. Até mesmo no que diz respeito ao ato de ler.

Beijos! E até mais!

Onde Estou:


15 comentários:

  1. Parece que você está lendo meus pensamentos.
    Desde criança, eu morava em cidade pequena e corria rua acima antes da biblioteca fechar por volta de sete da noite.
    Eu me sentava naquela família cheia de mulheres noveleiras e tricoteiras, sempre... lendo.
    Passei o gosto da leitura para filhos, sobrinhos, alunos já adolescentes e, acredite, até para ex-marido e ex-sogra.
    Acho que o Submarino podia até me nomear 'acionista minoritária', tantos foram os livros que comprei.
    Mas ultimamente só quero assistir televisão. uma boa série americana, ou várias, uma comédia, e por aí vai. Acho que me rendi ao fácil, mas, honestamente, espero que esta fase 'passe logo.'
    Abraço de luz e paz do interior de SP.

    simoneschmidt69@yahoo.com

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    1. fala bonita a sua, Simone. Que passe bem rápido, né? Obrigada pelo carinho. ;)

      Beijocas

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  2. Parece que você está lendo meus pensamentos.
    Desde criança, eu morava em cidade pequena e corria rua acima antes da biblioteca fechar por volta de sete da noite.
    Eu me sentava naquela família cheia de mulheres noveleiras e tricoteiras, sempre... lendo.
    Passei o gosto da leitura para filhos, sobrinhos, alunos já adolescentes e, acredite, até para ex-marido e ex-sogra.
    Acho que o Submarino podia até me nomear 'acionista minoritária', tantos foram os livros que comprei.
    Mas ultimamente só quero assistir televisão. uma boa série americana, ou várias, uma comédia, e por aí vai. Acho que me rendi ao fácil, mas, honestamente, espero que esta fase 'passe logo.'
    Abraço de luz e paz do interior de SP.

    simoneschmidt69@yahoo.com

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  3. Vivi, estou sentindo a mesma coisa. Até estava falando disso outro dia no meu blog, em um livro de um gênero que eu adorava e que adora não me satisfaz mais. Também estou abandonando ou dando um tempo de escritores com séries longas demais, cuja qualidade decaiu muito,ou que só tem compromisso com os contratos milionários que fecham.

    Também tenho sentido falta de substância, nas leituras e em mim mesma. Estamos num tempo em que tudo é rápido, fluido, superficial e a gente vai na onda e nem percebe. Ainda acho que literatura é uma fuga, mas como você disse, tem que ser uma fuga 'do bem', um entrar em mundos diferentes, mas é também estar confortável com o próprio mundo para usufruir da leitura como se deve.

    Enfim, não se sinta culpada, querida. Creio que tudo na vida são ciclos e estamos dentro deles. Há que se notar também que a gente muda, e com isso, nossos gostos. Por isso não quero mais acumular um monte de livros: o que quero ler hoje, mas não consigo, pode ser a leitura que jamais vou querer amanhã.

    Como sempre, belo texto, com o conteúdo que anda faltando aqui nesse meio.

    Beijão!

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    1. Adorei a expressão "fuga do bem", Lilian. É bem por aí. Estou passando por um ciclo de amadurecimento mesmo. Antes, satisfazia o meu desejo pela fuga, digamos, covarde. Não vou negar, a a leitura é o melhor lugar para se esconder e escapar de tudo. Sei disso, pois sou recorrente em abusar desse tipo de solução. Mas, no que me diz respeito,nem sempre foi a melhor a saída. Por isso, quero ler pra vida e aprender a ler o mundo. Não sei se estou certa e, de fato, posso não estar certa, mas, essa é a forma como consigo estar de bem com a vida e de saldo positivo com a leitura. Beijos, queridaça!

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  4. Olá, Vivi!

    Eu comecei a ler romances em 2008. Antes eu só estudava e gostava de ler mitologia. Era apaixonada por mitologia. E em 2008 me deparei pela primeira vez com os livrinhos de banca. Ao entrar naquela banca naquele determinado dia minha intenção era somente comprar revistas, mas pela primeira vez na vida eu parei para olhar um livro de romance. Olhei para ele e de repente senti vontade de tocá-lo. A capa me atraiu e a sinopse fez com que o desejo de ler aquela história despertasse. Não pensei que logo começaria a ler aquela história, mas a comprei. Num impulso. Um completo impulso. E aquele livro pode até não ser o melhor livro que já li e talvez nem tenha muitos fãs (quase não vi alguém falar sobre ele em todos esses anos), mas é especial para mim. Ele foi a porta que me fez conhecer um mundo novo. Um mundo que eu simplesmente amo. E como para mim muitas coisas são planejadas por Deus, eu diria que Ele me fez olhar para esse livro. Que Ele me fez desejar levá-lo para casa. O motivo? Menos de dois anos depois eu necessitaria demais dos livros para sobreviver.

    Eu recebi dois golpes seguidos num determinado momento da minha vida. Nem tive tempo de me recuperar do primeiro quando recebi o segundo e eu fiquei simplesmente péssima. Não sabia bem se queria viver ou morrer. A dor era muito grande. E o medo também. O desespero fazia parte dos meus dias e das minhas noites. Tinha vezes que eu ficava a noite inteira acordada, com medo de fechar os olhos. Mas aí era só o primeiro golpe e eu ainda tinha algo para me manter de pé. E quando recebi o segundo golpe, eu perdi esse apoio. Era como se Deus tivesse se esquecido de mim. Eu não aguentava mais. Eu precisava fugir de todo aquele sofrimento. E descobri a maneira de fazer isso: lendo livros. Entrando na história dos personagens e esquecendo minha própria vida. Era a única maneira de sobreviver. Foi o ano no qual eu mais li. Tinha vezes que lia dois, três livros por dia. Terminava um livro grande em poucas horas. Tinha vezes que lia até três e pouca da manhã e precisava acordar às cinco (hoje em dia nem tentando eu consigo fazer isso!rsrs...). Eu não tinha mais tempo para pensar na minha vida. Era muito mais saudável eu pensar na vida dos personagens. Eu me protegia fazendo isso. E o incrível é que mesmo diante de algo que pudesse me fazer lembrar de algo sobre mim nos livros, eu não captava isso. Como posso explicar? Hoje em dia, se vejo alguma característica numa personagem que me lembre de mim mesma, eu percebo. Se algo na vida da personagem é semelhante a algo que se passou comigo, eu percebo. Naquela época, não. Naquela época eu desligava tudo sobre mim. Eu não abandonei minhas responsabilidades, mas me abandonei. Foi o melhor. E graças a toda essa dedicação aos livros nessa época eu criei meu blog. E assim, conheci pessoas que se tornaram minhas grandes amigas e creio que Deus fez com que o processo de cura chegasse ao fim. Fez com que eu ficasse curada ao longo da minha amizade com elas. Elas iluminaram os meus dias e eu comecei a voltar para mim. Ainda existem algumas cicatrizes na minha alma. Marcas que me fazem lembrar do que passei, mas o que sou hoje sequer se compara a pessoa que eu era naquela época. Eu quase que não tinha mais vida. Quando olho para trás nem parece que tudo aquilo aconteceu comigo. É só uma lembrança ruim. E no final das contas, tudo valeu a pena.

    (continua)

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  5. (continuação do comentário anterior)


    Eu penso que às vezes tudo que mais precisamos é nos desligarmos de nós mesmos. É falar para os problemas darem um tempo. Nos deixarem em paz um pouco enquanto curtimos o que gostamos. Principalmente se não podemos resolvê-los no momento. Usar os livros como fuga faz com que a gente mergulhe ainda mais nas histórias, em certos momentos. Não esqueço de nenhuma história que li naquele tempo. Elas me são profundamente queridas e estiveram comigo nos momentos que eu mais precisei.

    Ler pode curar, ler pode fazer com que a gente encontre a solução para problemas que pensávamos que não teriam solução. Ler faz com que a gente saia do escuro. Às vezes os livros seguram as nossas mãos quando estamos prestes a cair num abismo. Eles são grandes amigos.

    Lembrei aqui agora de um livro que eu não li naquela época. Li quando já estava bem.rsrs... Não faz muito tempo. Foi um livro que me emocionou bastante e fez eu tomar uma decisão muito séria e que eu pensava que iria me trazer consequências bem desagradáveis: abandonar o meu emprego. Eu tomei essa decisão logo após terminar a leitura desse livro. E sabe o que é incrível? Estou muito melhor sem aquele emprego. Coisas boas aconteceram depois que saí de lá. Eu andava muito estressada e muito sobrecarregada e sair de lá foi uma sorte. Uma chance que eu agarrei.

    Esse livro que me fez tomar tal decisão se chama "O Diário de Suzana para Nicolas - James Patterson". Não sei se você já leu ou se amaria a história se lesse. Mas fica a dica.

    Um trecho do livro:

    "Foi durante meu período de recuperação que um amigo me contou a história das cinco bolas. Nunca se esqueça desta história, Nicky. Ela é muitíssimo importante.
    É o seguinte.
    Imagine que a vida seja uma brincadeira em que você fica fazendo malabarismo com cinco bolas. As bolas se chamam trabalho, família, saúde, amigos e integridade. Você está mantendo todas as bolas no ar e um dia finalmente se dá conta de que o trabalho é uma bola de borracha. Se você a deixar cair, ela vai pular de volta. As outras quatro bolas - família, saúde, amigos e integridade - são feitas de vidro. Se você deixar cair alguma, ela vai ficar arranhada, ou lascada ou vai se quebrar de vez.
    Depois de compreender a lição das cinco bolas, você terá começado a atingir o equilíbrio na sua vida.
    Nicky, eu finalmente compreendi." [Páginas 23 e 24]


    Bjs!

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    1. Lindo o seu depoimento, Luna. Taí porque digo que os comentários são a melhor parte de um post. Gostei de ver. Bem, não tenho a menor dúvida quanto ao poder curativo da leitura. Creio sim que a leitura salva. Creio na sinceridade da sua fala e acredito que a leitura tenha surtido um efeito salutar na sua vida. Mas, preciso esclarecer: o problema, no meu caso, não está na leitura. Mas, em todo o contexto no qual estou envolvida e o reflexo negativo desse contexto no momento que estou lendo. O escapismo contido em um romance, por exemplo, é muito sedutor em momentos que não estou bem. E como tenho a tendência de me auto-boicotar, se eu não me controlar, eu me deixo encastelar em cada história lida para não ter que enfrentar uma realidade mais dura. E dali não saio mais mesmo. Hoje, aprendi que preciso deixar as emoções por mais doídas que sejam fluir. Eu opto por respirá-las e observá-las bem alerta, buscando eliminar as interferências. É coisa de momento. É uma visão pessoal. Como você bem demonstrou em sua fala, cada caso é um caso. Anotei a dica do livro. É bem ao estilo que gosto. Obrigada por isso e pelo excelente comentário. Beijocas!

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  6. Deve ser a tal ressaca literária tão badalada!!
    Você já experimentou ler biografias, a gente sempre gosta de uma fofoca, além do mais são histórias reais é mais legal ainda...

    Adorei sua reflexão.
    Para ilustrar vou te dar um exemplo estava numa livraria e comecei a ler memórias da mão da Madeleine a menininha que desapareceu num hotel em Portugal fiquei impressionada o que essa mãe teve de fazer p/ ter ela para no final perdê-la. Estou doida para chegar na parte de como tudo se deu no desaparecimento...

    Fica a dica tem biografias de muita gente interessante!!
    Abç ae

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    1. hehehhe..Oi, CMachado! Acho que é mais ressaca dos problemas mesmo. Mesmo porque não tenho lido tanto assim para sentir os incômodos do excesso. Adoro biografias! Essa deve ser bem interessante. Quando eliminar as toxinas do estresse emocional, será uma boa pedida. Estar bem é a minha motivação pra tudo, inclusive, para ler. Beijocas e obrigada!

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  7. Uau! Nunca pensei que encontraria nas palavras de outra pessoa uma experiência tão parecida com a minha em relação ao encontro com romances românticos...
    A Luna falou da minha história!
    E, Vivi, eu sempre encontro ressonância em suas palavras, sempre tão sábias e coerentes, mas ao contrário de você, os livros são a minha janela para a sanidade, principalmente quando o mundo enlouquece e tenta me levar junto.
    Então, eu mergulho na ficção e espero o tsunami passar. Acredito firmemente que não entramos duas vezes no mesmo rio.
    Sem contar que na maioria das vezes, tudo o que precisamos é dar tempo ao tempo...
    Agora, é impossível não concordar com você que as fórmulas estão gastas, ou talvez nós, tenhamos que procurar novos gêneros de leitura, ou novos autores.
    É fácil ficarmos na zona de conforto e querer que os escritores, que devem estar enfrentando uma barra terrível por conta da pirataria, modifiquem a estrutura de seus romances, para atender à nossa ânsia por novidade. Afinal, os novos leitores estão aí mesmo para serem cativados, por livros que já foram nossa paixão, não é mesmo?
    Não se prive de sonhar durante os momentos tensos, nos livros que possam proporcionar-lhe horas de prazer. Conceda-se isso, afinal, todos merecemos brincar com a felicidade.
    Parabéns pela coluna. Como sempre você é ótima!
    Bjks

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    1. Oi, Sueli. É sempre bom vê-la por aqui. ;)

      Como disse a Luna, acredito no bem que a leitura faz as pessoas e faz a você, Sueli. Faz muito bem a mim também. É um lugar gostoso de estar, não é mesmo? Mas, não consigo ler quando não estou bem. Para mim, não funciona, pois acredito que emoções densas criam distorções no meu enxergar, no meu sentir. Aprendi a respeitar e amar todas as minhas dores, pois, elas explicam como funcionam as minhas atitudes. Por isso, quero respirá-las para aprender sobre mim. Se eu interferir nesse momento com leituras, músicas ou qualquer outras dessas belezuras escapistas que também amo, perderei o processo de reconhecer aquilo que me faz mal no instante em que surge. Não tem sido ruim. No final de tudo, acaba sendo um descanso. Obrigada pelas palavras! ;)

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    2. Entendi perfeitamente! E, é sempre maravilhoso o processo da nossa descoberta,afinal de contas, nós somos brindados com reflexões tão inteligentes como as suas!
      Obrigada pelo retorno, você é sempre muito gentil e educada. Eu tenho muito prazer em ler o que você escreve,
      Bom fim de semana,
      Bjks

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  8. Oi Vivi!
    Só por curiosidade: você escreveu esse texto pra mim, não foi? rs
    Lindas palavras! Obrigada por compartilhar seus sentimentos, pois pelos comentários, eles são nossos também!
    Também estou cansada desse "mais do mesmo". Parece que tudo tem saído da mesma forma, só mudando a cor da embalagem!

    Uma prova disso, é que ontem entrei no site do submarino e simplesmente não tive vontade de comprar nenhum livro.

    Mas é como a Lilian disse... Tudo são ciclos... E antes de inciar um novo, é preciso encerrar aquele no qual estamos!

    Super beijo pra você!

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  9. Oi, Lívia! Abrir e fechar ciclos, eis a questão. Por isso que não gosto de deixá-los inacabados. Ou realizá-los de forma "meia boca". Enfim, que saibamos atravessar os ciclos com sabedoria. Acho que tudo isso fará com que aperfeiçoemos o nosso faro de maneira a filtrar aquilo que realmente nos interessa e a separar a joio do trigo. Obrigada pelas palavras. Beijocas!

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