Sessão da Tarde com Leninha e Vivi #6


Leninha e Vivi batem ponto na coluna Sessão da Tarde. Um bate-papo sobre filmes, livros, cotidiano e outros tantos assuntos que esquentam o cenário da cultura pop. Para animar esse mix delicioso, segue como cortesia da casa um post escrito em parceria. Junte-se a nós! Estoure a pipoca, gele o guaraná, e curta conosco o episódio de hoje! Em cartaz: Castelos de Gelo estrelando Robby Benson e Lynn-Holly Johnson.

 Castelos De Gelo

Alexis “Lexie” Winston (Johnson) é uma bela adolescente que parece destinada à vitória na patinação artística nos Jogos Olímpicos. Encorajada por sua técnica Beulah (soberbamente interpretada por Colleen Dewhurst). Lexie esforça-se para ser a melhor. Seu pai (Tom Skerritt) tem seus receios, mas Lexie consegue ser classificada para as finais. Logo quando chega ao topo, Lexie sofre um horrível acidente. Com o amor e o apoio de seu namorado de infância, Nick Peterson (Benson). Lexie transforma seu infortúnio pessoal em uma vitória comovente. Abrilhantado pela trilha musical envolvente de Marvin Hamlisch e a canção tema de Melissa Manchester. “Through the Eyes of Love,” CASTELOS DE GELO é um inspirado drama que fala fundo ao coração.

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Quanto Vivi chegou para nossa Sessão da Tarde, não tínhamos filme nenhum em mente para assistir. Porém, guardo um acervo de raridades aqui em casa e Castelos de Gelo estava entre eles. 

Assisti na adolescência e sendo uma apaixonada por qualquer filme de dança, patinação e afins, sugeri o filme à Vivi. Logo de cara ela aceitou. Juro que nem acreditei que ela nunca havia visto essa preciosidade.
Foi impressionante como o arrepio me seguiu durante todo o filme (e olha que não foi a primeira, nem a segunda vez que o vi), começando do princípio, onde a música tema já deixa a gente com os olhos marejados e um suspiro contido.
Isso mesmo, Castelos de gelo toca o coração de quem assiste, impressiona pela perfeição e cenário e acima de tudo pela superação que é o forte na trama.

Ainda ousam dizer que hoje em dia os efeitos especiais deixaram os filmes quase perfeitos, eu realmente aprecio uma bela raridade, onde as cenas eram reais. Nesse filme, por exemplo, a patinadora é a atriz principal e realiza ela mesma seus pulos e acrobacias, lindas por sinal.
Acredito que os jovens de hoje ao começarem a assistir esse filme irão rir dos cortes de cabelo, das roupas da época, e da qualidade do filme (já que data de 1978), mas com certeza veremos a seguir olhinhos brilhando, suspiros profundos, sorrisos disfarçados. Digo isso com conhecimento de causa, pois vi essas reações no rosto da minha filha de 16 anos, que depois de assistir e se emocionar, pegou o filme para ela, e assisti sempre com as amigas, também adolescentes, em suas sessões de cinema, trancadas em seu quarto.

Existe um remake do filme feito em 2010. Acho que remakes são a prova viva do sucesso de um filme. Já assisti essa versão, mas com certeza o original é muito melhor.
Indico o filme para todas as idades, para os quarentões como uma viagem no tempo, e para os jovens como uma oportunidade de apreciar uma bela história.
Nada melhor que um bom filme, em boa companhia. E Castelos de Gelo com certeza é inesquecível!

PS: A boba da Leninha foi procurar um vídeo para ilustrar o fim do post e acabou se emocionando. Resolvi então não postar, para não tirar o encanto de quem irá assistir.



Depois de um longo intervalo, voltamos à programação normal de mais uma Sessão da Tarde com Leninha e Vivi em clima de... bem, sessão da tarde. Segundo soube, o filme escolhido foi figurinha fácil nas tardes globais da década de 80. Não sei por que não o vi na época. Vasculhando a minha memória à procura de alguma justificativa, descobri que sequer me lembro de sua transmissão. Porém, pela parte que me toca, a patinação no gelo foi o primeiro grande apelo para que o visse dessa vez. Por último, mas igualmente importante, está a data de seu lançamento. 1978 é um bom chamariz para mim. Tá ok, o filme nem é tão antigo assim, afinal estamos falando de um passado recente. Mesmo assim, dados os referenciais da moda e dos costumes atuais, é legal acompanhar aquilo que não se conservou com o passar do tempo. Como os cortes de cabelos e os figurinos dos patinadores, por exemplo. 

Do que permanece e encontra acordo com qualquer época, estão os sentimentos, os impasses e os conflitos. Para quem está familiarizado com filmes do tipo, o mote está dado com a presença da velha e inspiradora superação. O triunfo do amor sobre a tragédia é um elemento que sempre instiga algumas boas lágrimas, não é mesmo?  Outro toque bem-vindo são as performances de patinação lindas de viver.  Associadas à ótima trilha sonora, elas garantem altas emoções e o efeito Snif-Snif. 

Lexie (interpretada pela atriz Lynn-Holly Johnson), etérea em seus patins, parece mesmo voar alto e além. Mas não e nunca sozinha, como demonstra o filme. Nesse tocante, torna-se constatável a noção de que o amor é mesmo a força motriz da alma humana. O amor (paterno, fraterno e o de namoro) além de ser o seu melhor técnico, o seu melhor parceiro, a sua melhor trilha e o seu melhor movimento, resgatou e tirou o máximo proveito dos melhores recursos que havia dentro de si. Algo lindo de se ver e que, por essa razão, torna o filme facilmente recomendável.

Sobre a história, não esperem que eu conte mais do que isso. O meu conselho de sempre é que veja o filme por sua conta e risco e garanta a sua cota de surpresa.

Curiosices:    
  •   O grande amor de Lexie é Nick. Interpretado pelo então promissor galã da época, Robbie Benson, a voz da Fera no desenho “A Bela e a Fera” da Disney.  Pela estampa do moço, não dava mesmo para fugir do destino de viver um príncipe encantado.
  •   Uma nota de lamento: Marvin Hamlisch responsável por abrilhantar o filme com uma trilha musical de qualidade ímpar faleceu recentemente em agosto desse ano.  Eu sou fã do trabalho do senhor Hamlisch. Dentre as suas belíssimas obras, destaco as composições para os filmes Nosso amor de ontem (1973) e O espelho tem duas faces (1996). Esse último já foi alvo de nossas incursões na Sessão da Tarde com Leninha e Vivi. Aproveite e confira: http://natadosromances.blogspot.com.br/2011/07/sessao-da-tarde-com-leninha-e-vivi-4.html

 Até mais ver!

6 comentários:

  1. Leninha, é lindo não é? amo esse filme, foi uma luta conseguir ele. Tenho que te mandar os outros que tenho de patinação, são mais recentes mas igualmente maravilhosos.

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    1. Traz pessoalmente, com certeza irei amar ainda mais!

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  2. Leninha

    Acho q ja assisti a este filme! E agora? Como consigui-lo? Queria muito tirar minha duvida.

    Amei a coluna! Parabens

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    Respostas
    1. Grande problema Flaveth, o filme é maravilhoso, mas achá-lo para assistir já é um outro problema.

      Mas você está vendo na foto que ilustra o post? Existe DVD do filme, então quem sabe vc não acha em alguma locadora (quase extintas) por aí?
      Vou torcer para você achar.
      Beijão!

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  3. Esse filme é um clássico da minha infância! Esse, O Segredo de um Promessa e Uma Janela Para o Céu (o da esquiadora, já viu?) fazem parte da "trilogia das paixões trágicas", rs. Foi bom relembrar!

    bjos!

    PS: As vezes ele passa no Canal TCM :)

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  4. Eu assisti a esse filme. Agora quero assistir ao de 2010 e fazer a comparação.

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