Uma Coluna para chamar de minha, com Vivi Lima

Pela leveza literária


Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão

(Tecendo a Manhã, de João Cabral de Melo Neto)


Ando afastada da blogosfera literária. Por completa falta de identificação mútua, fomo-nos perdendo uma da outra.  Sim, continuo escrevendo em blogs (os meus) onde transito entre ser autora e leitora. Essa última informação pode soar redundante uma vez que um blog é, por natureza e concomitância, um espaço de autoria e leitura. No entanto, por incrível que pareça, há blogueiros que não gostam de ser visto como leitores. Querem só o microfone, o palco e uma audiência passiva. A moda é ser mesmo um blog de parcerias com o mínimo de leitura.

Antes, esclareço: não escrevo com o intuito de colocar-me acima de tais questões. Mesmo porque se eu dissesse que escrevo apenas para o meu prazer, seria mentira.  Afinal, o blog, sendo público, quer leitores. Por isso, não abdico do esforço de conquistá-los por mérito próprio. Pelo o que escrevo e tenho a dizer. Com isso, não espero que acenem positivamente ao que digo. Não quero falar só por falar, dando caráter de lei às minhas opiniões. Ora, sei das minhas fraquezas. Por isso, não poupo nem a mim. Tendo a valorizar em excesso os ecos da minha própria voz. No entanto, busco libertar-me de mim mesma para encontrar o outro em um diálogo livre de barreiras. Disciplino-me para não esperar somente as ressonâncias, mas também acolher as dissonâncias com o mesmo cuidado e zelo. Entendo que isso é interação.

Isso posto, experimento aquele saudosismo inútil de pensar nos tempos áureos dos blogs literários em que havia a percepção do encontro, da empatia, da forte unidade em meio à diversidade.

Diante disso, fico estarrecida com o que se tornou a “blogosfera” literária: um palco de disputas, sem freios e sem pudores, por audiência e parcerias. Deixo claro que essas coisas em si não têm nada de mal. Em tese, são bens em si mesmos desde que entendidos como acréscimos ao que se faz em favor da leitura.  No entanto, com a adoção massiva de uma compreensão distorcida de audiência e de parceria, o resultado tem sido esse: mágoas, ressentimentos, picuinhas e muito oportunismo.

Será mesmo a blogosfera literária esse trem descarrilhado, sem controle, atropelando a todos os que estão pelo caminho?

Não me venham dizer que estou exagerando. Eu tenho visto o que tenho visto. Não estou inventando nada. Infelizmente, blogs que se autodenominam literários estão aí disseminando, nas mínimas coisas, práticas que fogem à ética.

Compreendam. Não quero insuflar os ânimos. Quero trazer o assunto ao campo da reflexão. Que cada um examine a si mesmo e pondere sobre a sua prática.

Reiteradas vezes, esse assunto é trazido à baila associado a um teor de polêmica seguido de um processo que se tornou natural de tão pouco percebido que é: a operação abafa. Tornamo-nos, ao que parece, indiferentes. Ainda que haja reclamações e críticas, tudo não passa de blá,blá,blá. Os debates são sucedidos de atos nulos em que a conclusão recai no famoso “fica-se tudo por isso mesmo”. Nada muda e ficamos a esperar o barraco seguinte para a retomada do círculo vicioso. 

É, meus caros, não há mais espanto. Tudo o que se tem dito acerca da temática retorna ao ponto morto. O de uma blogosfera inútil, inane, fútil e vã. Um ambiente fértil para os parasitas, os aproveitadores e os farsantes. Pobre blogosfera que trocou o amor à leitura pelo amor às vantagens pessoais. Pobre blogosfera literária que não ama editoras pelos motivos dignos de apreço, tais como: a ideia de como nascem os livros, o trabalho que dá fazer um livro, entre outros. (Nota de ressalva: A menção é dada às editoras de qualidade).

Impressionante como a blogosfera literária tem se alimentado de sua própria obsolescência!  Justifica a sua sobrevivência mediante parcerias cuja tônica firma-se no silêncio da opinião e da crítica. Tudo tão descompromissado da boa prática leitora. Antes, compartilhar o prazer pela leitura era o que bastava.

Impressionante como os inúmeros blogs que, nascendo decrépitos e falidos, encontram, por conveniência e oportunidade, uma dinâmica que lhes é totalmente receptiva. Impera a lei do menor esforço e da mínima leitura. Realmente não há modo mais fácil de um blog ganhar milhares de acessos e visitas ainda que destituído de conteúdo de valor e, muitas das vezes, de massa cinzenta própria.

O cenário é desolador e muito preocupante. Afinal, não se pode negar o clima de contenda gerado no meio. Basta “ouvir” as histórias de perseguições contra os que têm instado mudanças. Não importa o que digam. Nada justifica a intolerância. Convenhamos, dar o troco nunca foi e nem será argumento legítimo para fazer “justiça”. Mesmo assim, armados de uma (in)justiça inflamada, munem-se a si mesmos do direito de dar o veredito. Com ou sem razão, a pena é a mesma. Elimine-o! Elimine-a!

Não se engane quem pensa que perseguições virtuais não têm efeito real na vida de quem sofre esse tipo de violência. Isso faz um estrago tremendo no espírito e psiquê do indivíduo. Em alguns casos, um estrago irreversível em razão da forte depressão que o acomete. Não se engane quem pensa que perseguições do tipo são amenas por que são virtuais. De amenas não têm nada. Essas manifestações dizem muito do perigo que é a violência gritando e alimentando os nossos impulsos mais selvagens.

Panorama exposto, torna-se notório o quanto andamos desiludidos. Mas, de uma vez por todas, foquemos nos bons exemplos que começam a partir de mim, de você, de todos nós.

Eu acredito no potencial da boa fé. Acredito nas pessoas que querem se divertir de forma a não prejudicar ninguém e que querem mudar esse estado de coisas.

Diante do contexto mencionado acima, comecemos, então, pensando os modos possíveis para fazer o que fazemos de forma eticamente sustentável.

Que todos nós tenhamos transparência para posicionarmos de forma responsável pelo que propomos. Afinal, temos responsabilidade ética pelo que escrevemos.

Que troquemos as lentes do preconceito para empregar as palavras e para tratar as pessoas. Uma palavra bem empregada, que não agride e nem cala, essa sim, constrói.

Que haja, entre nós, humildade para corrigir e acatar correções.

Que fujamos, sim e sempre, do humor malfeitor e malquerente. Que não haja risos contra outrem, pois isso é rir-se contra si mesmo. Mas que nos valhamos da ironia literária para cumprir a função de encher de graça o espírito do leitor.

Que não façamos da palavra um chumbo.

Que façamos valer o nosso direito de não ler por imposição e dever.

Que façamos valer o nosso direito de dar (ou não) opinião sobre o lido. Quer seja leitura escolhida voluntariamente quer seja recomendada por alguma parceria.

Que não nos vendamos por coisa alguma. Opinião tem valor, mas não tem preço.

Que saibamos nos discernir o que é bom do que não presta. Olho aberto para identificar as esparrelas!

Que aqueles de espírito crítico não sejam perseguidos. É importante haver quem nos aponte que o rei está nu.

Que reconheçamos a necessidade de, mesmo em meio ao século do protagonismo da opinião, saber ouvir.  

Que busquemos leitores que completem as nossas ideias inacabadas, que corrijam as equivocadas, que as renovem e as melhorem.

Que todos criem e reforcem as teias de relacionamentos forjadas no respeito mútuo.

Por fim, que tenhamos leveza para compartilhar a leitura e a literatura.

Um grande abraço!

Onde estou: 



 

24 comentários:

  1. E eu andava me iludindo que esse tipo de coisa só acontecia em blogs de moda, beleza... Mas tenho visto muitos "posers" no mundo literário também, infelizmente. Gente que posa de leitor, gente que posa de escritor, rs, gente que só tá interessada em conseguir um número grande de parcerias, e consequentemente, livros gratuitos. Mas no fim, gente com esse tipo de atitude, acaba que consegue uma fama sem conteúdo nenhum e logo, logo, acaba afundando na sua própria lama.
    Gostei muito do post. Uma crítica muito bem feita, construtiva e digna de fazer alguns blogueiros pararem para pensar.

    Bjo! =D

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  2.  Uma das coisas que pensei ao ler o seu texto foi que bom seria se todos o lessem. Seu texto está primoroso e fala muito bem de tudo que está acontecendo, lembrando inclusive que cada um deve refletir e fazer o seu mea culpa.

    Mas como ando desiludida, logo acrescentei um outro pensamento. Quantos aqui que comentarão terão lido o texto na íntegra? Nesses tempos sombrios e nada saudáveis de toma lá da cá, de comentar em blog apenas para receber outro comentário no seu próprio e ficar bem na fita com seu parceiro, eu me sinto decepcionada com algumas coisas que vejo na blogosfera literária.

    Como disse antes, o ambiente não está saudável, chegou a um ponto de você não poder discordar de outras resenhas. E não falo de opinião, falo de coisas mais palpáveis e visíveis como livros com sérios erros de edição. Chegaram a comentar comigo que eu estava incomodando a blogosfera literária ao apontar os erros. Uma inversão de papéis. Quero deixar claro que esses comentários vieram de blogueiros e não de editoras.

    bjokas

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  3. Vivi, você definiu com toda a elegância de que eu não seria capaz o que vem acontecendo. Os blogueiros estão enlouquecidos e mais ferozes que animais selvagens. A pergunta é se eles conseguem desenvolver um diálogo saudável e se são capazes de mudar atitudes. Eu acredito que não. 

    Mais uma vez, a malfadada cultura do 'tirar vantagem', típica do Brasil, é o que domina esse cenário. Mais importante que ler e discutir a leitura é fazer parte de clubes vip, tirar partido e acumular brindes e objetos. 

    Soberbo. 

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  4. Janne, eu adoraria concordar com você, mas o que eu estou vendo é gente boa fechando blog e blogueiro sem conteúdo se perpetuando. Quando eu realmente começar a ver esse pessoal se afundando na própria futilidade, vou ficar feliz. 

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  5. A agressão é tamanha que a gente fica intimidado. E concordo com a Tonks: a maioria não vai ler, metade dos que lerem não vão entender - porque a dificuldade das pessoas de interpretar um texto é MUITO grande, na mesma medida em que está muito fácil ofender-se e distorcer as coisas. 

    Estou bastante desiludida e pessimista também. Estou vendo quem é vazio triunfando sobre quem ainda tem algo a dizer. 

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  6. Oi, Vivi! Oi, meninas!


     


    Eu li o post de manhã e estou até agora sem saber exatamente
    o que comentar...


     


    Realmente, a blogosfera virou uma verdadeira arena, onde um
    rivaliza com o outro apenas para “ganhar” um livro/brinde. É um absurdo ver a
    quantidade de pessoas que estão anulando suas opiniões, para vestir uma mascara
    de como “tudo é perfeito, lindo e maravilhoso” sem que na verdade tenha lido
    qualquer coisa. Avaliam obras copiando textos de outras pessoas, ou então criam
    textos com os mais diversos erros.


     


    É uma pena constatar que isso acontece que outros tipo de
    blogs, além dos literários. Fico triste em saber que as pessoas se vendem por tão
    pouco.


     


    Não consigo apontar um dedo e dizer de quem é a culpa, pois
    fico imaginando se não tenho uma parcela contribuindo para aumentar isso. Sempre
    procuro avaliar minhas ações para saber se estou agindo corretamente dentro das
    minhas convicções, ou apenas seguindo essa correnteza, sem me importar com
    nada.


     


    O texto está perfeito para reflexão, e estou torcendo
    (muito) para que vários blogueiros LEIAM, pois o que normalmente acontece é uma
    simples passada de olho nas palavras.


     


    Bjs para todas!
     

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  7. Olá Vivi,



     A blogosfera literária se tornou um toma lá da cá, triste, mas é o que
    vejo todos os dias ao ficar no twitter. Acho normal fazer um post e pedir
    comentários, mas na maioria das vezes me sinto intimada. Sem falar na disputa
    por uma parceria, já desisti, não quero editora como parceira do meu blog, me
    obrigando a ler livros que não tenho interesse, porque é isso que tem por aí,
    pessoas recebendo livros, em seguida  fazendo resenha meia boca. Tenho minhas blogueiras
    “gurus” que posso confirmar em ler determinado livro, pois sei que a resenha é
    100% verdadeira.Beijos Luciana Apaixonada por Romances

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  8. Oi, meninas.

    Vivi, você resumiu de forma sucinta e, ao mesmo tempo, sutil, tudo o que ando vendo ultimamente na blogosfera. Além de um texto construtivo, deixou um lado reflexivo e que ele sirva de inspiração e também de lição para muitos blogueiros, que deveriam lê-lo.

    Quando criei o blog, não existia essa guerra ferrenha por conta de parceria, o que desencadeou atitudes inacreditáveis e intimidantes por parte de pessoas que se iludem por tão pouco. Por onde anda as nossas convicções aprendidas com a nossa criação? Pelo visto, acho que ninguém aprendeu nada!

    Ando desanimada, profundamente decepcionada e, ao mesmo tempo, pessimista com a sombriedade desta situação que a meu ver tende a piorar cada vez mais.

    É desolador ver blogs excelentes sendo desativados enquanto o resto acaba levando vantagem à custa de trabalho alheio.

    Infelizmente, este universo virou uma selva!

    Beijos.

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  9. Nem quis estender muito no meu comentário, porque você e a Lilian disseram tudo exatamente o que penso. Infelizmente, é uma realidade cruel!

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  10. Oi, Lilian.

    Concordo plenamente, porque também estou me sentindo da mesma forma.
    Hoje em dia tudo é motivo pra discórdia.
    Lamentável esta situação.

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  11. Oi, Janne! É verdade. Os males citados no texto  não são exclusivos dos blogs literários. Mas do lado de cá, entre os que amam a leitura, é  triste de ver o quanto a ação dos blogs literários se restrigiram a comunicação de umbigo para  umbigo. Obrigada, a intenção é a de que haja reflexão sucedida de ação. Bjs

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  12. Eu compreendo, Tonks. Você descreveu o retrato fiel de uma comunidade que não se importa com os valores. Que não sabe ouvir e compreender.  Mas, é aquilo: a gente escreve com a intenção de promover um despertar. Resguardadas as devidas proporções, é um trabalho de evangelismo. Você lança o seu punhado de sementes sabendo que umas cairão à beira do caminho e serão comidas pelas aves, outras serão sufocadas pelos espinhos, outras cairão em terra infértil e secarão, e outras, talvez a menor parte, cairão em terra boa e darão frutos. Eu focarei nessas últimas, mesmo que seja um sonho utópico. Porque não vou me adaptar ao que está errado. Então, falemos de nossas utopias e disseminemos práticas condizentes com elas. Infelizmente, sanguessugas  que usam o sistema em benefício próprio continuarão a existir.  Bjs

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  13. Lilian e Carla, a mediocridade e o superficialismo  não é onda nova. Sempre foram elementos privilegiados nos grandes meios de massa, mas é irônico vê-los onipresente no meio literário. Donos de blogs de leitura que não sabem ler e interpretar é mesmo muito irônico. Mas tenho notado a verdade dessa afirmação de forma frequente. A leitura corrida da net propicia a incompreensão. Mas não é só isso: é reflexo de um ensino pobre e pouco dado à leitura. Não vejo as escolas levando as crianças às livrarias, nem é dado aos alunos o direito de escolher os livros que serão adquiridos pela escola. As escolas com os seus ditados estanques  de palavras sem  complementos seja em frases ou em orações são responsáveis pela dificuldade das pessoas ao escrever um texto.  Moral da história: nem todo mundo que tem um blog de leitura, sabe ler e escrever. Isso não é fator de desabono. No entanto, ter preguiça de se esforçar a aprender e apelar para o plágio e outros subterfúgios, é canalhice de marca maior.

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  14. Oi, Carla, é interessante um olhar para dentro de si mesmo. Analisar se as nossas práticas contribuem para disseminar os equívocos ou os acertos. A intenção foi a de instar a tomada de posição de forma  que as pessoas passem a contribuir pela ação.

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  15. Luciana, você fez bem.  Nas atuais circunstâncias, ficar longe do jogos de interesse das parcerias é o diferencial que um blog que se leva a sério pode e deve lançar mão. Pelo o que se pode ver, as tais parcerias (aquelas advindas da disfunção do conceito), nivelou os blogs para pior. Essa é a minha opinião.

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  16. Oi, Carla. Para um aprendizado eficaz, é preciso haver um mínimo de competência na arte de saber ouvir. Só que nesse mundinho de interesses da blogosfera literária, é infrutífero acreditar que todos ouvirão o que escrevemos e mudarão o comportamento. Não é bem assim. Há vários bloqueios que dificultam a interpretação de um texto, dentre os quais, a falta de identificação com o autor do texto. Quanto isso, não há o que fazer. No entanto, não devemos nos furtar de anunciar e denunciar. E, mais uma vez, faço alusão a máxima bíblica: quem tiver ouvidos para ouvir,  ouça. Falo isso para você e para as demais que sofrem a dor de serem incompreendidas.  Não desanimem! Banquem as suas convicções e não ouçam os que querem desacreditá-las. Bjs

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  17. Oi Vivi,
    È a primeira vez que comento aqui no blog, achei bastante interessante a tua crítica.
    Eu criei meu blog faz uma semana e realmente não quero me transformar neste tipo de pessoas que passam por cima dos outros.
    Eu sei que as vezes é desanimador como semana passada li no Blog da Nanda do Viagem Literária que escreveu sobre os plágios. Poxa, eu pelo menos leio livros pq me da prazer é a melhor parte do meu dia e eu quero compartilhar com as pessoas o que eu achei quais são as minhas opiniões e não por abrigação pq ai não se torna mais um prazer.
    Parabéns pelo teu texto, por expor o que tu sentes.
    E tmbm como disse as outras meninas gostaria que todos os blogs compartilhassem essa leitura.

    Um grande bj.
    Katielle
    www.leituramaravilhosa.blogspot.com

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  18. Mais uma vez, não poderia ter dito melhor, Vivi. Concordo em tudo por tudo.
    2012/4/19 Disqus <>

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  19. Oi Vivi,

    Não tinha visto este post ainda, que texto lindo e muito bem construído. Você resumiu muito bem, e com muita classe, tudo que se tem dito por ai nas redes sociais. 

    É uma pena que as pessoas queiram ter blogs literários, mas não queiram ler. Concordo com a Tonks quando ela diz que a maioria não vai ler nem este texto todo. É triste demais. 

    Quando criei o VL em 2009 parceria era um reconhecimento, era ter seu trabalho valorizado e seus textos lidos por cada dia mais leitores. Hoje em dia parceria é status, é  forma de ganhar livro fácil. 

    Concordo com a Carla também, realmente desanima ver quem tem um trabalho série se afastando da Internet por causa de tanta gente mal intencionada, e aqueles que se aproveitam continuam ali, e ainda se fazem de coitadinhos. 

    Adorei. ^^

    beijos

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  20. Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.1 Coríntios 10:23

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  21. Fico feliz por encontrar um texto desse tipo na blogosfera. Sério!
    Faz pouco tempo que vi um amigo meu, muito querido, passar por uma situação muito desagradável no blog dele. Tudo por causa da intolerância de alguns.

    Também não consigo aceitar que tantos blogs se vendam por conta de parceria. Já cheguei até a ser criticada por dizer a verdade de um livro de parceria. E isso não é justo! Se você faz um blog deve dizer a verdade. A ideia é essa, não? Mas as coisas andam tão deturpadas. Muito triste.

    Enfim! Adorei o texto.

    Beijos.

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  22. Nossa, um post muito pesado e que me fez refletir sobre o que tenho feito no meu espaço.

    Merece ser divulgado!

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  23. Oi Leninha, Oi Vivi ^^

    Acho que é minha primeira vez aqui e tenho dizer que adorei o que li, apesar de nao ficar feliz.. acontece que infelizmente essa é a realidade dos blogues literários atuais, que são um enxorrada, diga-se de passagem.
    Confesso que ultimamente me desanimei mto diante dessas coisas, as coisas se desvirtuaram (não tenho certeza se é assim que escreve) de um modo que me sinto como se estivesse num ninho de cobras, salvo raras exceções, é bem isso mesmo..
    Blogue contra blogue, plágio de monte, blogueiro querendo se aparecer e fazendo escarcel por coisa mínima, editora querendo que a gente se desdobre em 50... sei lá, isso acaba interferindo diretamente na gente, tá mto bla bla blá!!
    Agora, como comecei a estagiar (já trabalho e estudo) resolvi dar um tempo do blog.. estou renovando minhas ideias e tentando reencontrar meus objetivos, pq se for pra ficar nessa "guerrinha" boba prefiro ficar em casa lendo meus livrinhos mesmo :P

    Obs: Espero sinceramente que isso melhore!

    Beijos,
    Rapha ~Doce Encanto

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  24. Jeanne Rodrigues5 de junho de 2012 12:20

    Vivi,

    há algum tempo nem acompanho a blogosfera literária. A vida real tem me deixado absurdamente ocupada.
    aqui acolá vejo algum comentário que me chama atenção e pergunto qual foi a "da vez".
    o que antes começou como um hobby para alguns, hoje é a vida de algumas pessoas.
    Eu acompanho pouquissimos blogs, leio as resenhas, comento quando dá.
    Eu acredito que esses mesmos blogs por si só acabaram perdendo parcerias se não houver conteudo e nem credibilidade. Os ditos seguidores só irão participar para ganhar livros e tal. E as editoras não são bobas, então por si só tudo irá se arrumar.
    Só o que a infinidade de blogs existentes é que fará com que tudo demore mais.
    Acredito que mais importante do uma resenha, é a pessoa ser sincera, não adianta nada ter várias parcerias e ter que falar que um livro é mara, quando ele é ruim. Não adianta ter mil e tantos seguidores, as postagens de promoções bombarem e ter 2, 3 comentários nas resenhas.
    Melhor ter qualidade e não quantidade.
    Viva os blogs que mesmo tendo parcerias fazem com nós, leitores, pois sou leitora muito antes de ser blogueira, tenhamos a certeza que ali está um texto sincero, como o seu.

    Bjos,

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