Wait For It - Mariana Zapata

Se alguém alguma vez disse que ser um adulto era fácil, eles não tinham sido um por tempo suficiente.
Diana Casillas pode admitir: ela não sabe o que diabos está fazendo na metade do tempo.
Como ela conseguiu passar os últimos dois anos de sua vida sem matar ninguém é nada menos que um milagre.
Ser um adulto não era suposto ser tão difícil.
Com uma casa nova, dois meninos que ela herdou da maneira mais dolorosa possível, um cachorro gigante, um emprego que ela geralmente ama, mais que suficiente de família e amigos, ela tem quase tudo que ela poderia pedir.
Exceto por um namorado.
Ou um marido.
Mas quem precisa de um desses?

Sabe uma pessoa linguaruda?
Que começa a golfar comentário impertinente antes do tempo?
Pois é. 

Tá pra nascer uma criatura que chafurda tanto na impaciência literária  quanto eu. Se a história começa devagar, se o troço demora a desenvolver, lá estou esguichando rabugice. Ou abandonando o livro alegremente.
Até Wait for it

Eu nunca tinha lido nada da Mariana Zapata, e decidi pegar esse livro no aleatório. Não demorou muito e algumas coleguinhas gente boa vieram me avisar sobre o estilo da autora, provavelmente por saber que sou xexelenta, uma flor que não se cheire nem por caralho.

Bem, quem me conhece - e conhece Mariana Zapata - sabe que, pelo fluxo natural da vida, não ia dar liga, já que o estilo literário dela é devagar/parando, com metros de detalhes ou reflexão do narrador a cada página. 
Coisas que raramente tolero num romance, a não ser que o autor seja muito foda. 

Sendo assim, me considerei avisada e prometi abstrair. Sem gracinhas.

Comecei a leitura e, claro, mesmo já sabendo da coisa toda, uma leve má vontade, um leve faniquito começou a criar vida. Mas sufoquei-o até a morte e contra todas as previsões, prossegui a leitura.

Adivinha quem gostou tanto de Wait for it que nem tá acreditando em si mesma?
É uma história muito verdadeira, com pessoas e problemas reais. Não fala de mocinha com beleza transcendental sem uma porra de defeito ou mesmo de mocinho riquíssimo, com pinto e autoestima além da compreensão humana. Não tem esses enredos mirabolantes, com situações que-porra-é-essa.

Tem nada disso.

Os personagens aqui possuem defeitos, inseguranças, problemas que a gente enfrenta nessa vida de merda. E, por isso, é fácil se conectar, criar empatia. E eu totalmente adoro isso. Totalmente amei a história. 

Claro que tive de relevar as muitas reflexões da mocinha enquanto narrava - o que quebrava a ação de maneira frustrante, mas é tudo tão bonito, a mocinha é tão gente boa, o mocinho é tão perfeito, que nóis larga pra lá porque nóis é legal.

Aliás, puta que pariu pro Dallas. Mais um cara fictício que me faz olhar pra realidade com animosidade e profundo ressentimento porque não se encontra homão da porra como ele por aí.
Ou encontra e eu tô dando mole.
:/

E os filhos/sobrinhos da Diana? Nem vou falar nada. Vou deixar pra você, caro leitor, constatar toda a fofura dos dois. 

Enfim, gostei de mais da conta. 

E deixo aqui um comunicado: da próxima vez que eu começar com avacalhação e escangalhar um livro logo nos primeiros capítulos - quando as coisas mal começaram -, ou quando eu abandonar o bixim sem dar uma chance pra ver se a história desenrola, geral vai me dar porrada.

Se recomendo?
Pra caralho é suficiente?

;)

4 comentários:

  1. Hahahah impossível chegar em uma resenha assim, doce e cristalina e não morrer de dar risada e ao mesmo tempo, ficar maluca para tentar entender como um enredo tão simples, conquistou um coração peludo como o seu parece ser!
    Sou uma romântica(foda-se eu),mas eu amo um bom romance com pessoas não tão perfeitas, beirando a realidade mesmo. Gente como a gente!
    E este livro, apesar de ainda ser bem desconhecido, parece agregar tudo isso.
    Simplicidade na medida certa e romantismo idem!
    Como não conhecia, vai para a lista de desejados e espero como você, me surpreender(menos desbocadamente..rs)
    Beijo

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  2. Que demais, Ticia! ♥ A sua resenha me despertou uma vontade imensa de lê-lo. A história em si é bem interessante,adorei a maneira que vc desenvolveu a resenha citando os pontos fortes e dizendo o que realmente achou da obra!

    Abraços

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  3. Tícia!
    Você é demais, sabia?
    Adoro suas resenhas.
    Muito bom ver que a protagonistas ou os protagonistas são tão reais que poderiam ser qualquer um de nós.
    E se o livro mexeu tanto com você, é porque é bom mesmo.
    “Os lírios não bastam. As leis não nascem das flores. Meu nome é luta, e escreve-se na história.” (Luciana Maria Tico-tico)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MARÇO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  4. Oi Tícia!!
    Eu não te julgo porque já fiz isso várias vezes, abandonei o livro logo que eu achei que tava muito chato.
    E que bom que eu vi sua resenha porque se for ler esse livro já vou saber que alguma hora ele vale a pena. Eu também dificilmente leio livros muito lentos, só os que eu sei que vão valer tipo "1984" do George Orwell (eu achei lento pelo menos uahauha).
    Ai adoro livros que eu consigo sentir os personagens, claro que é bom ler aquelas leituras mais clichês e com personagens perfeitos também, mas porque sempre igual?
    Ahh e gente, a literatura nos faz descer dos homens (mentira que meu boy é lindo também aushash).
    Dallas pelo jeito é mais um crush literário que a gente se depara nessa vida, já sou quase uma piriguete literária auhauha
    Amei a resenha, sempre muito divertida uahuahah
    Quanto ao livro parece ser também muito interessante, e que faz a gente se apaixonar por tudo e por todos dentro dele.
    Bjs

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